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| Cartaz promovendo a visita do presidente americano |
Obama in the road
Roseana-Madeira vs Lobão-Ildon
Imperatriz pode ser palco desse embate ano que vem e em 2014. Tudo caminha para isso. E o caminho está sendo desenhado pelo Palácio dos Leões.
Madeira conta com o apoio de Roseana pra sair do buraco, literalmente. Tem seis meses apenas para trabalhar nos bairros, e sem o calço financeiro dos Leões pouco pode fazer para permanecer na disputa com chances de vencer. Roseana cumprirá sua parte no acordo? As apostas não indicam ainda uma tendência. Caso, positivo, Madeira pode quebrar o tabu procopiano e se reeleger ao Palácio Renato Moreira. Caso contrário...
Ildon é aliado de primeira hora de lobão e adversário preferencial de Madeira. Ildon não tem a simpatia da governadora para disputar mais uma vez a Prefeitura de Imperatriz. Mas ele tem voto, liderança, capacidade de mobilizar recursos e, agora, um sustentáculo poderoso: um grupo de mídia com tv, jornal e, possivelmente, rádio, além de um projeto de arregimentar seguidores nas redes sociais da internet.
Ponto importante esse: nunca, plagiando o Lula, na história de Imperatriz, as eleições municipal e estadual terão um fenômeno de mídia tão forte como em 2012 e 2014.
Joga-se amanhã pensando em depois de amanhã.
Roseana quer emplacar Luis Fernando, seu todo-poderoso secretário da Casa Civil, como candidato do grupão à sua sucessão. Lobão, campeão de votos no último pleito, ministro de Dilma, já avisou: não abre mão de sua condição de candidato.
Aí estão formados os pares. Pelo menos por enquanto.
Terceira via – Mas nas duas situações (município e estado) todas as conjuminâncias, acordos, alianças, coalizões e coligações, podem dar com os burros n´água.
Se o processo não for bem conduzido, Imperatriz pode repetir 2000, quando Ildon (então prefeito) e Madeira, preferido da oposição conservadora, se engalfinharam numa disputa carcará e Jomar Fernandes, do PT, agasalhou com sabor a eleição que lhe caiu no colo, assim, de graça.
Ao governo do estado, pode ocorrer o mesmo. Flávio Dino, no pleito passado, por pouco não estraga a festa de Roseana. Se chegasse ao 2º turno, já era. Continua fortíssimo candidato. Pode ser a opção para quem não queira mais continuidade.
Lobão, entretanto, tem uma carta na manga: indicar Ildon como seu vice e fechar com o sudoeste e o sul do Estado onde estão grandes colégios eleitorais.
Roseana, claro, é a chave da disputa: tudo vai depender de seu desempenho administrativo, das alianças pelas quais optar e o grau de mudança que fará em suas atitudes políticas, tanto em relação aos aliados quanto aos adversários.
Líbia promete libertar jornalista brasileiro hoje
Folha.com
O embaixador da Líbia no Brasil, Salem Omar Abdullah Al Zubaidi, assegurou nesta quinta-feira a integrantes da Comissão de Direitos Humanos do Senado que o jornalista brasileiro Andrei Netto, do "O Estado de S. Paulo", vai ser libertado pelo governo líbio ainda nesta quinta-feira.
O "Estado" perdeu contato há uma semana com o jornalista, enviado à Líbia, que estava no oeste do país cobrindo os conflitos. O jornal informou que, até domingo, recebia informações indiretas de que o repórter estava bem, escondido na região de Zawiya, sem poder se comunicar com o jornal por razões de segurança.
Na quarta-feira, o "Estado" recebeu indicações de que Netto tinha sido preso por tropas do governo perto de Zawiya, cidade controlada pelos rebeldes e sob intenso ataque das forças leais ao ditador Muammar Gaddafi.
Segundo o senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da comissão, o embaixador disse que as autoridades líbias estão tomando "todas as providências" para que Netto saia da prisão.
Segundo o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que também conversou com o embaixador, Zubaidi disse que o jornalista foi detido por não estar com as documentações necessárias para o exercício da profissão na Líbia.
"Ele me relatou que o jornalista não teria a licença que se faz necessária à mídia para se trabalhar na Líbia. Mas que já estava sendo libertado", afirmou.
A comissão enviou ofício à Embaixada da Líbia no Brasil em protesto contra a prisão do jornalista. Os senadores também encaminharam moção de apoio ao governo de São Paulo com manifestações de indignação pelo ocorrido.
"Esperamos que não só ele, mas que todos os jornalistas que estejam detidos na Líbia sejam liberados o mais rápido possível", afirmou Paim.
MAIS JORNALISTAS
Ele viajava com Ghaith Abdul-Ahad, repórter de cidadania iraquiana do jornal britânico "Guardian", que nesta quinta-feira confirmou que está tentado localizar o correspondente.
A publicação disse, em sua página na internet, que o repórter --que trabalha no jornal britânico desde 2004 e já foi enviado ao Iraque e ao Afeganistão-- não entra em contato com o jornal desde domingo.
Os dois jornalistas estavam nos arredores de Zawiyah, uma cidade controlada por rebeldes a aproximadamente 50 quilômetros a oeste da capital Trípoli e local de violentos confrontos nos últimos dias entre insurgentes e forças leais a Muammar Gaddafi.
"O Guardian está em contato com autoridades do governo líbio em Trípoli e em Londres e pediu a eles que preste urgentemente toda a assistência na busca de Abdul-Ahad e determine se ele está detido pelas autoridades", disse o jornal.
Na quarta-feira, a BBC disse que uma de suas equipes foi detida pelas forças de segurança da Líbia, agredida e sujeita a uma falsa execução depois que seus membros foram detidos em um posto de controle no caminho à Zawiya.
Os três integrantes da equipe foram acusados de espionagem e suas vidas foram ameaçadas durante 21 horas enquanto eram mantidos por soldados e a polícia secreta leais ao líder líbio, segundo o jornal.
O governo líbio tem restringido o deslocamento de jornalistas estrangeiros em Trípoli e determinou que devem viajar acompanhados por autoridades.
Exército critica criação da Comissão da Verdade
Em documento encaminhado ao Ministério da Defesa, o comando do Exército critica a criação da Comissão da Verdade, alegando que "poderá provocar tensões e sérias desavenças ao trazer fatos superados a nova discussão".
A comissão foi proposta pelo Executivo ao Congresso para reconstituir a história da época da ditadura militar (1964-1985). Está em tramitação e pode ser votada ainda neste semestre.
Segundo o texto, comissões desse tipo "costumam ser criadas em um contexto de transição política, o que não é o caso". Alega que se passaram quase 30 anos do fim do regime e que muitos envolvidos naquele período já morreram.
"Testemunhas, documentos e provas praticamente perderam-se no tempo, é improvável chegar-se realmente à verdade dos fatos", acrescenta, em sete parágrafos, que vão das letras "a" a "g".
Sendo assim, continua, "o argumento de reconstrução da história parece tão somente pretender abrir feridas na amálgama nacional, o que não trará benefício".
Apesar de defender o direito das famílias dos desaparecidos políticos de buscarem seus corpos, o documento do Exército critica: "O que não cabe é valer-se de causa nobre para promover retaliações políticas e manter acesa questão superada".
Em nota oficial distribuída ontem, em resposta ao jornal "O Globo", que divulgou a informação, o Ministério da Defesa informa que o documento não foi redigido no atual governo, mas sim em setembro do ano passado.
Foi, segundo a nota, uma resposta à solicitação da Assessoria Parlamentar do próprio ministério às três Forças Armadas --o que é "uma praxe" quando se trata de assuntos de defesa submetidos ao Congresso.
A nota da Defesa diz ainda que "a manifestação do Exército foi superada, ainda no ano de 2010, em face da posição inequívoca do ministro da Defesa [Nelson Jobim] a favor da íntegra do Projeto de Lei nº 7.376/2010, na forma em que foi encaminhada ao Congresso Nacional pela Presidência da República, sem nenhuma objeção do Comando do Exército".
Acrescenta que Jobim está empenhado na aprovação da Comissão da Verdade e que "há um entendimento perfeito entre os ministros da Defesa, da Justiça e da Secretaria de Direitos Humanos no encaminhamento da matéria, com a qual as Forças Armadas estão em absoluta consonância".
O documento de críticas à comissão, porém, reflete uma posição comum a oficiais e aos comandos das três Forças, que consideraram necessário "marcar posição", mas não pretendem bater de frente com a autoridade civil.
Procurada, a secretária nacional dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, disse que não comentaria o documento, cuja existência só conheceu por meio da imprensa, informou.
10 mil desabrigados no Maranhão
As enchentes na bacia dos rios Mearim, Itapecuru, Tocantins e Parnaíba, no Maranhão, obrigaram 10.724 pessoas a abandonarem suas casas nos últimos dias --entre desalojados e desabrigados--, segundo a Defesa Civil do Estado.
Ao todo, são 12 municípios afetados: Arari, Bacabal, Cantanhede, Igarapé Grande, Imperatriz, Itapecuru-Mirim, Pedreiras, Pirapemas, São Luís Gonzaga, Timon, Trizidela do Vale e Vitória do Mearim. Das pessoas que tiveram que sair de casa, 7.143 estão desabrigadas --e foram encaminhadas a abrigos públicos-- e 3.581 estão desalojadas-- e foram abrigadas na casa de amigos e parentes.
As cheias dos rios maranhenses são comuns nesta época e castigam a população do Médio Mearim todos os anos. Como em 2009 e 2010, a situação é pior em Trizidela do Vale, onde há 3.564 desabrigados e 2.763 desa lojados. Na vizinha Pedreiras, são 48 desalojados e 898 desabrigados.
Além de Trizidela do Vale, decretaram situação de emergência os municípios de Bacabal --onde há 1.505 desabrigados-- e Igarapé Grande.
Segundo relatório da Defesa Civil, o nível dos quatro rios está acima do normal e continua subindo na maioria dos pontos de medição. O rio Mearim, no entanto, está baixando em Trizidela do Vale e São Luís Gonzaga.
Nos outros pontos de medição do Mearim e dos rios Itapecuru, Tocantins e Parnaíba o nível continua subindo, segundo o relatório da Defesa Civil.
(Portal UOL)
Ex-motorista se diz ameaçado por Curió
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| Sebastião Curió |
O ex-motorista do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Marabá, Valdim Pereira de Souza, que nos anos 70, durante a guerrilha do Araguaia - movimento que pregava uma revolução das massas camponesas para derrubar a ditadura militar implantada no país em 1964 -, colaborou com os militares, recolhendo ossos humanos de guerrilheiros mortos pelo Exército, prestou na semana passada em Marabá um depoimento em que acusa o coronel Sebastião Curió de usar pessoas a ele ligadas para ameaçá-lo de represálias caso colabore com o Grupo Tocantins, que busca localizar corpos dos insurretos que ainda estariam enterrados na região. Curió teve intensa participação, como major do Exército, na repressão ao movimento guerrilheiro.
Souza já recebeu várias ameaças para ficar calado. Em dezembro do ano passado, em três ligações telefônicas para seu celular, ele foi aconselhado a “fechar a boca para não dizer besteiras”. Em uma das ligações, enfrentou quem o ameaçava: “Olha, nós não temos mais nada a perder”. A mãe do motorista também atendeu a um telefonema ameaçador em Macapá, onde o motorista morava: a voz advertia para ter muito cuidado com o que andava falando.
Em depoimento gravado num vídeo, cuja cópia foi obtida com exclusividade pelo DIÁRIO, Souza afirma que, para ele, Curió está por trás das ameaças. O motorista diz que fala com conhecimento de causa, porque já trabalhou para Curió por sete anos, entre 1976 e 1983, quando o ex-patrão comandou com mão de ferro o garimpo de Serra Pelada. “O Curió é corajoso e me disse certa vez que quem fala muito morre”, contou, revelando que o ex-agente do SNI queria que Souza fizesse coisas que não gostava, como seguir e escutar pessoas, inclusive amigos do motorista. E dizia para ele que “inimigo bom é inimigo morto”.
LIMPEZA
Um dos quatro ouvidores do Grupo de Trabalho do Tocantins e ex-representante do Pará junto ao Ministério da Defesa, no Programa Federal Comissão da Verdade, Paulo Fonteles Filho, que há vários anos luta para encontrar os corpos de guerrilheiros que militavam no PC do B, integrando uma força-tarefa de agentes federais, pediu a ex-soldados e outros militares das Forças Armadas, que hoje colaboram com o governo federal para localizar as vítimas, que denunciem as ameaças que também estariam sofrendo.
Para Souza, as ameaças não podem ficar impunes. Ele diz que ainda há militares, principalmente do 52º Batalhão de Infantaria de Selva, de Marabá, que tentam negar que no quartel daquela unidade do Exército pessoas foram torturadas. Ele afirma que os ex-militares que colaboram com o Grupo Tocantins estão sendo vigiados.
Ossos recolhidos ao DNER
Em 1976, segundo o depoimento de Souza, ele participou da “Operação Limpeza”, denominação militar para o resgate de corpos e ossadas de guerrilheiros mortos na região. “Não tínhamos o direito de saber o que fazíamos, apenas cumprir a nossa obrigação e as determinações superiores”, revela. O trabalho dele era dirigir uma caminhonete do Incra. Era um carro descaracterizado, com placa fria. Foi várias vezes a Castanhal da Viúva, mas percorria também localidades como Bacaba, São Geraldo, São Domingos, Brejo Grande e Palestina.
A missão era trazer para a sede do antigo Departamento Nacional de Estradas e Rodagens (DNER), em Marabá, vários sacos amarrados com um cordão. Os sacos pesavam cerca de 100 quilos e dentro, soube depois, por servidor do próprio DNER conhecido por “Pé na Cova”, havia ossos humanos. O cheiro era insuportável. Os homens do Exército que comandavam a operação eram o doutor Luchini (Sebastião Curió) e os sargentos Santa Cruz e Ribamar.
PROIBIÇÃO
Quem participava da “Operação Limpeza” era proibido de perguntar o que havia dentro dos sacos. Souza declarou que fez quatro viagens para transportar os sacos com as ossadas. Hoje, ele relembra, quem colaborou com o Exército “mal consegue levantar da cama, já morreu ou está muito doente, sem nada”. E desabafa: “não fizemos isso de livre e espontânea vontade, mas de livre e espontânea pressão”.
Sebastião Curió foi procurado pelo DIÁRIO em Curionópolis para apresentar sua versão do relato feito por seu ex-motorista, mas não foi localizado. A informação era de que ele morava em Brasília. Não foi possível localizá-lo na capital federal. (Diário do Pará).
Roseana-Madeira vs Lobão-Ildon
Imperatriz pode ser palco desse embate ano que vem e em 2014. Tudo caminha para isso. E o caminho está sendo desenhado pelo Palácio dos Leões.
Madeira conta com o apoio de Roseana pra sair do buraco, literalmente. Tem seis meses apenas para trabalhar nos bairros, e sem o calço financeiro dos Leões pouco pode fazer para permanecer na disputa com chances de vencer. Roseana cumprirá sua parte no acordo? As apostas não indicam ainda uma tendência. Caos positivo, Madeira pode quebrar o tabu procopiano e se reeleger ao Palácio Renato Moreira. Caso contrário...
Ildon é aliado de primeira de lobão e adversário preferencial de Madeira. Ildon não tem a simpatia da governadora para disputar mais uma vez a Prefeitura de Imperatriz. Mas ele tem voto, liderança, capacidade de mobilizar recursos e, agora, um sustentáculo poderoso: um grupo de mídia com tv, jornal e, possivelmente, rádio, além de um projeto de arregimentar seguidores nas redes sociais da internet.
Ponto importante esse: nunca, plagiando o Lula, na história de Imperatriz, as eleições municipal e estadual terá um fenômeno de mídia tão forte como em 2012 e 2014.
Joga-se amanhã pensando em depois de amanhã.
Roseana quer emplacar Luis Fernando, seu todo-poderoso secretário da casa Civil, como candidato do grupão à sua sucessão. Lobão, campeão de votos no último pleito, ministro de Dilma, já avisou: não abre mão de sua condição de candidato.
Aí estão formados os pares. Pelo menos por enquanto.
Terceira via – Mas duas situações (município e estado) todas as conjuminâncias, acordos, alianças, coalizões e coligações, podem dar com os burros n´água.
Se o processo não for bem conduzido, Imperatriz pode repetir 2000, quando Ildon (então prefeito) e Madeira, preferido da oposição conservadora, se engalfinharam numa disputa carcará e Jomar Fernandes, do PT, agasalhou com sabor a eleição que lhe caiu no colo, assim, de graça.
Ao governo do estado, pode ocorrer o mesmo. Flávio Dino, no pleito passado, por pouco na estraga a festa de Roseana. Se chegasse ao 2º turno, já era. Continua fortíssimo candidato. Pode ser a opção para quem não queira mais continuidade.
Lobão, entretanto, tem uma carta na manga: indicar Ildon como seu vice e fechar com o sudoeste e o sul do Estado onde estão grandes colégios eleitorais.
Roseana, claro, é a chave da disputa: tudo vai depender de seu desempenho administrativo, das alianças pelas quais optar e o grau de mudança que fará em suas atitudes políticas, tanto em relação aos aliados quanto aos advversários.
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