MA LANÇA 2ª ETAPA DE VACINAÇÃO CONTRA FEBRE AFTOSA



Vitória Castro (Sagrima)

A segunda etapa da Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa este ano teve início, nesta segunda-feira (1º), prosseguindo até o dia 30 de novembro, em todo o Maranhão. Com seis milhões e 965 mil bovinos e 77 mil bubalinos, o Maranhão possui o segundo maior rebanho da Região Nordeste.
O lançamento oficial será realizado, nesta quinta-feira (4), pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima), por meio de seu órgão vinculado, a Agência de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged-MA). O evento acontecerá no Campus Maracanã, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifma), antiga Escola Agrícola de São Luís.
A solenidade está marcada para as 9h30 e contará com a presença do Secretário Agricultura, Pecuária e Pesca, Afonso Ribeiro.
Uma das exigências do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), para que o Maranhão atinja a classificação de zona livre de febre aftosa com vacinação é de que a cobertura vacinal atinja um índice acima de 90% e nas campanhas anteriores. “Conseguimos acima desse percentual, como foi o caso da primeira etapa, realizada em maio deste ano, quando atingimos 95.52% de cobertura”, explicou a diretora-geral da Aged-MA, Nina Andrade. 
Nina Andrade explicou que o MAPA tem plano, em bloco, de Avanço Sanitário para os estados do Nordeste, desde que sejam cumpridas as inconformidades apontadas nas auditorias.
“Estamos cumprindo as orientações do Ministério e esperamos que o cronograma de execução das atividades não sofra nenhuma alteração, e que o Maranhão e demais Estados do Nordeste, em 2011, tenha o reconhecimento nacional de livre, e finalmente certificação internacional de mudança de status sanitário de “Livre de Febre Aftosa com vacinação” em 2012”, afirmou Nina Andrade.
Além de vacinar seus animais, o criador deve comprovar a vacinação nos escritórios da Aged-MA, que possui o cadastro de todos os criadores. Para isso, é necessário que ele apresente a nota fiscal da vacina.
O diretor geral do Ifma (Campus Maracanã), Vespasiano de Abreu da Hora, ressaltou que sediar o lançamento da campanha é uma satisfação para o instituto. "Há 63 anos, nos dedicamos a transmitir as práticas mais adequadas de manejo no setor agropecuário. Por isso, nossa satisfação partir daqui o exemplo aos demais produtores, já que seremos os primeiros a aderir à nova campanha de vacinação. O Ifma - Campus Maracanã levantou a bandeira em prol da erradicação da aftosa no Maranhão", afirmou o diretor.

TERAPIA DE CHOQUE


Via 'Jornal do Commercio'. Siga o blog no twitter

Publicado no blog do Josias de Souza

BLOGUEIRO É CONDENADO POR MENCIONAR DENÚNCIAS CONTRA POLÍTICO


Por Maira Magro/MM

Um tribunal peruano condenou o jornalista José Alejandro Godoy, diretor do blog Desde el Tercer Piso, a três anos de prisão (suspensa), uma multa de US$ 107 mil e 120 dias de trabalho social pelo delito de difamação agravada contra o ex-ministro e parlamentar Jorge Mufarech, informou o jornal El Comercio.
A decisão causou revolta entre os jornalistas no Peru, diz a agência DPA. Godoy foi condenado por publicar, em abril, uma matéria com links e menções a outros meios de comunicação que relatavam diversas acusações contra o ex-ministro, explica o Perú 21.
O Instituto de Imprensa e Sociedade (IPYS, na sigla em espanhol) afirmou que a sentença é “inconstitucional e sem fundamentação”, e que não há precedentes jurídicos nesse sentido. Para a Associação Nacional da Imprensa, a decisão afeta o direito à liberdade de imprensa e fomenta "a impunidade daqueles que estão obrigados a ter uma atuação pública transparente."
Em entrevista ao jornal La República, Godoy afirmou que "qualquer pessoa poderia ser vítima de uma situação ultrajante desse tipo" e afirmou que irá recorrer da decisão.

Do blog Jornalismo nas Américas

BELEZA, TERROR E MORTE


Vulcão Merapi na ilha indonésia de Java expele lava e fumaça; erupção matou 38 pessoas na semana passada.

O DIA EM QUE A CÂMERA VENCEU O PODER


Todos os esforços por lama à baixo. Uso da máquina pública, adesivaços, caminhadas, passeio ciclístico, pressão em servidores do Município. Mesmo assim, o prefeito Sebastião Madeira não conseguiu impedir a vitória de Dilma Roussef sobre José Serra, em Imperatriz, com uma vantagem de 5 mil votos em favor da candidata do PT.    
No segundo maior colégio eleitoral do Maranhão, Dilma obteve 52,26% (59.841 votos), e Serra 47.74% (54.665 votos).
Madeira perdeu a eleição (a segunda na campanha de 2010 – a primeira foi para Roseana ao Governo do Estado, quando apoiou Jackson Lago), e ainda uma aposta que fez com o fotógrafo Pinheiro, curiosamente seu maior adversário hoje nas ruas, sem cargo público. Madeira havia apostado R$ 1.500 na vitória de Serra, contra a câmera do repórter fotográfico.
Terá que pagar a dívida, sob pena de levar a pecha de mal perdedor e mal pagador, para a delícia dos freqüentadores da Banca do Chico.
Com Roseana fortalecida no Maranhão – ampliou a votação de Dilma em relação do primeiro turno – e o PSDB mais uma vez derrotado à Presidência da República -, Madeira vai ter de se rebolar, primeiro acalmando os radicais que o acompanham no governo e fora dele, e depois buscando diálogo com o governo do estado e o governo federal.
Sem apostar em deputado federal, terá também que correr o pires na bancada oposicionista do Maranhão na Câmara dos Deputados.
Na Assembléia, tem aliados, mas que posicionamento eles tomarão em relação do governo estadual?
Sem recursos, Madeira perde os poucos fios de cabelo que ainda lhe restam? Na campanha, dizia que a Prefeitura era rica, que sobravam recursos, agora tá vendo a coisa preta.
Tudo isso fica para janeiro, com chuvas e trovoadas.

DILMA VENCEU EM TODOS OS MUNICÍPIOS DO MARANHÃO


Dilma Roussef bateu José Serra em todos os municípios do Maranhão. Uma vitória arrasadora: a candidata petista obteve 79,09% da votação (2.294.146 votos), contra apenas 20,91% (606.449 voto) do tucano. É a segunda maior votação da presidente eleita no país. Em primeiro lugar ficou o Amazonas com 80%. A abstenção chegou a 29,52% (1.275.532 votos), praticamente o mesmo percentual de 2006.
Em Imperatriz, segundo maior colégio eleitoral do Maranhão, governado pelo tucano Sebastião Madeira, Dilma obteve 52,26% (59.841 votos), e Serra 47.74% (54.665 votos).
A votação de Dilma no Maranhão surpreendeu até mesmo a coordenação da campanha liderada pela governadora Roseana Sarney (PMDB). No primeiro turno, a ex-ministra teve 70% no Estado. Roseana dizia que era difícil aumentar esses números.
Curiosamente, Dilma cresceu quando lideranças da chamada oposição – os ex-governadores Jackson Lago (PDT) e José Reinaldo (PSB), e os prefeitos tucanos João Castelo (São Luís) e Sebastião Madeira (Imperatriz) – intensificaram a campanha pró-Serra.

Com informações do blog do Décio

SERRA COLHEU O QUE PLANTOU


COLHERAM O QUE PLANTARAM

Kennedy Alencar

Apesar de alguns erros derivados de certa soberba e de percalços sobre os quais não teve controle, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva executou com sucesso uma estratégia que traçou no começo do segundo mandato: eleger Dilma Rousseff como sucessora.
Foram eixos da estratégia não cair na tentação do terceiro mandato e apostar num plebiscito sobre os seus oito anos de governo contra os oito anos de Fernando Henrique Cardoso.
Enquanto a oposição e parte da imprensa acreditavam que Lula queria o terceiro mandato e fazia jogo de cena para esperar o melhor momento de mudar a Constituição, Dilma Rousseff ficou livre para aparecer nas vitrines positivas do governo. Se ela tivesse sido apontada candidata lá atrás, auxiliares como Erenice Guerra teriam entrado bem antes na alça de mira.
No entanto, dando o devido crédito ao chefe, Dilma ficou livre para ter o controle de todas as bandeiras positivas do governo, como conduzir a mudança da lei para explorar o pré-sal, gerenciar o programa de habitação "Minha Casa, Minha Vida" e virar a "mãe" do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
No teste de fogo da crise internacional de 2008/2009, Lula foi aprovado. Esse teste foi bem mais duro do que o rigoroso ajuste fiscal e monetário de 2003. A oposição cobrava de Lula capacidade de gerenciar a crise. E ele foi bem. Fez um rápido e certeiro diagnóstico da crise financeira internacional e de como o Brasil deveria enfrentá-la. O maior acerto: medidas para reforçar o mercado interno como forma de atravessar o deserto e compensar a queda da economia global.
Nessa estratégia vitoriosa, é justo registrar a importância da aliança PT-PMDB. Na crise do Senado, em 2009, a oposição tentou criar um racha na relação entre peemedebistas e petistas. A ideia era transformar o Senado, Casa na qual Lula sempre teve dificuldade, num bunker oposicionista. Mas Lula não jogou ao mar o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Em troca, obteve uma aliança formal com todo o PMDB, o que garantiu uma máquina política ainda mais expressiva no país e um tempo de propaganda no horário eleitoral gratuito para vender Dilma na hora decisiva.
O bom momento econômico favoreceu a tese de polarização PT-PSDB, apesar do susto com o desempenho de Marina Silva (PV-AC), que forçou a realização do segundo turno. Uma taxa de crescimento de cerca de 7% neste ano fortaleceu a defesa do continuísmo, dando gás a uma candidata tirada do bolso do colete. No contexto econômico, destacaram-se ainda as políticas de reajuste do mínimo, de ampliação do crédito, de massificação de programas sociais e de incentivo a grandes grupos nacionais considerados estratégicos e amigos.
Os principais erros da campanha não comprometeram o resultado final, mas trouxeram muita tensão ao governo na virada do primeiro para o segundo turno. A campanha de marketing de Dilma demorou a perceber a sangria de votos com o debate sobre a legalização do aborto. Gente da cúpula dava como favas contadas uma vitória no primeiro turno quando já era evidente que uma segunda etapa seria inevitável. O próprio Lula se iludiu com sua alta taxa de popularidade. Entre os percalços sobre os quais não teve controle, o principal foi a doença de Dilma em 2009.
Obtida a vitória, há também uma importante lição: a realização do segundo turno e o percentual de votos dados a Dilma não autorizam uma atitude arrogante em relação aos adversários e à imprensa, mas isso será assunto de outra coluna.

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Ninguém ganha sozinho

Num cenário de extrema adversidade política, é surpreendente a performance de José Serra. Ele disputou a eleição contra a candidata do presidente mais popular da história recente num contexto de crescimento econômico e de transformações sociais inéditas no país. Nesse sentido, é uma derrota que não envergonha o PSDB, mas o candidato cometeu o principal erro de quem deseja conquistar a Presidência: achar que poderia se eleger sozinho.
Na primeira metade de 2009, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso selou um acordo entre Serra e o então governador de Minas Gerais, Aécio Neves. Garantidos alguns compromissos, o mineiro seria vice de Serra, que governava São Paulo naquela época.
Fiador dos compromissos, FHC testemunhou Serra rompê-los. O primeiro deles: Serra não quis participar de reuniões prévias pelo país, nas quais o PSDB ouviria seus dois pré-candidatos e depois decidiria quem disputaria o Palácio do Planalto.
Líder disparado nas pesquisas, Serra julgava a ideia uma forma de miná-lo politicamente. Mas Aécio queria uma saída para dizer ao eleitorado de Minas por que aceitaria ser vice do governador paulista. Outro compromisso era afirmar com todas as letras que, se eleito, Serra patrocinaria novas mudanças constitucionais para que Aécio fosse o próximo da fila. Pelo acordo, Serra articularia a aprovação de projetos no Congresso para acabar com a reeleição e reinstituir o mandato de cinco anos. Aécio sempre demonstrou pouca crença na capacidade de, sentado no Planalto, Serra abrir mão da possibilidade de se reeleger. Mas FHC dizia a Serra que era importante que ele se comprometesse com essas alterações a fim de tranquilizar Aécio e Minas. O final dessa história é sabido.
Entre setembro e fevereiro, a folga sobre Dilma nas pesquisas deu a Serra a ilusão de que poderia ignorar os apelos para assumir a candidatura e fazer concessões a Aécio. Ele não aceitou as cobranças do PSDB e do DEM para admitir que era candidato e montou uma estrutura de campanha centralizada e distante dos aliados.
Esticou a corda até junho para tentar obter a companhia de Aécio em sua chapa, mas estava tão fraco que não teve como enfrentar a resistência dos democratas à escolha do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) para vice. Ao explicar as razões de aceitar o pouco conhecido deputado federal Indio da Costa (DEM-RJ) como companheiro de chapa, Serra admitiu que a questão estava encaminhada em outro sentido, mas não havia dado certo.
A biografia respeitável, a tenacidade com a qual se jogou na disputa e a assimilação de um discurso conservador que destoa de suas próprias ideias não foram suficientes para levar o tucano à vitória. Serra quis ganhar sozinho. A exemplo de Lula, colheu o que plantou.

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