Juízes e cidadania: aproximar a Justiça do cidadão



Projeto, que ocorre desde 2009, tem o objetivo de aproximar a Justiça das populações do interior do Brasil


Levar a Justiça ao cidadão, dando a ele o acesso ao Juizado Especial Federal e ao Juizado Estadual. Esse é o objetivo do projeto “Expedição da Cidadania”, promovido pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) em parceria com outras entidades.

A Expedição leva juizados itinerantes e outras dezenas de atividades a populações no interior do Brasil. São ribeirinhos, pantaneiros, seringueiros, caipiras e caboclos que podem ter acesso aos serviços mais comuns como a emissão de certidão de nascimento, CPF, carteira de identidade, carteira de trabalho, título de eleitor e serviços previdenciários.

Em 2017, a região de Santo Amaro, no Maranhão, será a contemplada. A Expedição da Cidadania ocorrerá de 11 a 15 de setembro e contará com o apoio da Previdência Social. Segundo o último levantamento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Santo Amaro está entre as regiões de menor índice de desenvolvimento humano geral, educacional e de renda. Assim como nas outras etapas, diversos juízes federais voluntários irão até o município maranhense para realizar ao menos duas mil audiências, que estão previstas.

Como tudo começou...

O projeto começou em 2009 em Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul. Lá, a população pôde ter, além dos serviços judiciais, acesso aos serviços básicos e preventivos na área de saúde, com a presença de médicos e dentistas. Os participantes ainda contaram com palestras sobre cidadania, educação previdenciária e fiscal, saúde, qualidade de vida, educação ambiental e higiene bucal.

Nesse mesmo ano, a expedição desceu o Rio Paraguai no trecho entre Ladário e Porto Murtinho, passando por Corumbá, o que totalizou um percurso de aproximadamente 400 quilômetros, para atender também a população ribeirinha, que não tinha acesso a este tipo de serviço.

Na primeira fase, o projeto "Expedição da Cidadania" contou com a parceria do Governo do Estado, Defensoria Pública, Tribunal Regional Federal da 3ª Região, Juizado Especial Federal de Campo Grande, Tribunal de Justiça, do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e da Rede Globo.

Nos anos seguintes, o projeto passou por outras regiões pantaneiras, além das cidades baianas de Brejo, Freitas, Quixabá, Gato, Caraíbas, Glória, Paulo Afonso, Alagadiço, Cabeça de Boi e Tapera; e contemplou ainda municípios do sertão pernambucano como Martelo, Brejinho, Icó, Canela, Itacuruba, Roque, Pedra e Belém do São Francisco. No Piauí, a expedição atendeu à população do Delta do Parnaíba, no município de Ilha Grande do Piauí.
 

Flávio Dino, sobre passagens aéreas: “Jamais fui notificado pelo Ministério Público”



O governador Flávio Dino (PCdoB) respondeu ao site CONGRESSO EM FOCO (http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/politicos-negam-irregularidades-no-uso-da-cota-aerea-e-alegam-que-nao-foram-procurados-pelo-ministerio-publico) sobre a inclusão de seu nome em lista do Ministério Público Federal (MPF) acerca do uso de passagens aéreas quando era deputado federal.

Segundo matéria do site, o MPF se prepara para cobrar na Justiça cerca de R$ 50 milhões de mais 500 políticos por suposto uso irregular da cota de passagens destinadas aos deputados e senadores.

Flávio Dino, que sempre pautou sua carreira política pela transparência e com responsabilidade com o dinheiro público, respondeu: “Jamais usei qualquer passagem para fins particulares. Jamais fiz viagens internacionais ou emiti passagens para familiares. Jamais fui notificado pelo Ministério Público a me manifestar sobre o assunto. Todas as verbas parlamentares foram usadas, de acordo com as normas, em atividades políticas, exclusivamente.”

A reportagem atribui ao MPF a informação de que “o hoje senador Roberto Rocha (PSB-MA) foi [segundo o Ministério Público] quem mais gastou dinheiro irregularmente: R$ 275 mil, por 497 passagens, sendo sete para trechos internacionais”.

Através de sua assessoria, o senador também respondeu ao Congresso em Foco: “O senador Roberto Rocha não tem conhecimento de qualquer ação judicial de devolução de passagens, promovido pelo Ministério Público.
É do nosso conhecimento que o MPF apresentou à Justiça 28 denúncias contra 72 ex-parlamentares, nas quais não consta o nome do senador Roberto. Vale dizer que o problema que houve à época em que era deputado foi em relação a um crédito que o Gabinete emitiu para a agência de viagem a fim de pagar faturas, e esta, sem o conhecimento do parlamentar, utilizou do crédito, em má-fé, para completar a compra de um bilhete para um cidadão em São Paulo, de nome Roberto Inglês, que não tem qualquer relação pessoal ou institucional com o senador. Tudo foi esclarecido à época e não restou qualquer passivo jurídico com o nome do Senador.
São essas as informações de que dispomos. Se você tiver alguma notícia diversa, por favor nos encaminhe para que possamos esclarecer”.

Na lista constam os nomes de outros parlamentares maranhenses à época: Sebastião Madeira, Davi Júnior, Carlos Brandão (hoje vice-governador), Cléber Verde (reeleito), Clóvis Fecury, Domingos Dutra, Gastão Vieira, Ribamar Alves, José Eleonildo Soares, Sarney Filho, Julião Amin, Maria Perpétua Almeida, Nice Lobão, Pedro Fernandes, Pedro Novais, Remi Trinta, Sétimo Waquim e Waldir Maranhão.

DELAÇÃO DA ODEBRECHT Ministro do STJ arquiva citação ao governador Flávio Dino

Dino participa da entrega de 1.500 Cheques Minha Casa destinados a reformas de moradias e geração de emprego (Foto: Karlos Geromy/Secap)
O ministro Feliz Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o arquivamento  das citações relativas ao governador Flávio Dino feitas na delação premiada da Odebrecht, informa a Folha de São Paulo, edição  online no portal UOL.

Clique no link abaixo e leia a matéria completa.
 

 
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/08/1914284-ministro-do-stj-arquiva-citacao-ao-governador-do-ma-feita-pela-odebrecht.shtml

“Madeira foi infeliz”, avalia o presidente da Câmara de Imperatriz



“Sou amigo de Sebastião Madeira, vou votar nele para deputado federal, mas o Madeira foi infeliz em seu discurso”, avaliou o presidente da Câmara de Vereadores de Imperatriz, José Carlos Soares (PV).

O ex-prefeito fez duras críticas ao governador Flávio Dino (PCdoB) - de quem foi aliado e recebeu ajuda até o final de seu mandato através de obras e repasse de recursos para a saúde – em entrevista a uma rádio de São João dos Patos.

“Sou amigo de ex-prefeitos, do ex-prefeito Jomar, do saudoso Renato Moreira e de sua família, mas nunca fiz política atacando meus adversários ou aqueles de quem fui aliado”, declarou o presidente da Câmara.
Segundo ele, “só não ver quem não quer” o volume de obras e investimentos que o governo Flávio Dino vem executando em Imperatriz, citando como exemplo asfaltamento de 70 quilômetros de ruas, esgoto, hospital, ajuda para a UPA do São José, praças, escolas, reconstrução da Beira-Rio.

“Durante esses trinta anos, posso afirmar com certeza: Flávio Dino e o secretário Clayton Noleto [Infraestrutura] foram os mais ajudaram Imperatriz. Isso é fato. Repito: só não ver quem não quer”, frisou.

Ingratidão

Antes, em discurso na tribuna, o vereador Carlos Hermes (PCdoB) subiu o tom das críticas ao ex-prefeito. Para ele, foi um gesto de “ingratidão” com o governador Flávio Dino.

“Ora, esse negócio de dizer que não teve apoio do governador em projeto político não justifica. Faz parte do jogo da política. Flávio tinha seu candidato na eleição municipal, que é do PDT, o maior aliado do governo. Madeira é do PSDB. Tanto que Madeira é quem mais prega a saída do PSDB do governo”, analisou o vereador.

“O importante é o que o governo Flávio Dino fez para Imperatriz na gestão do Madeira, continua fazendo e vai fazer muito mais”, afirmou.  

IMPERATRIZ: Ex-presidente da Câmara Municipal busca o sétimo mandato

José Carlos disputa uma vaga no legislativo municipal pelo PSDB Seis mandatos, quase quatro décadas de vida pública, três vezes eleito segui...