Flávio Dino ou Luís Fernando? Primeira pesquisa de 2014



Equipe da Data M3 de São Luís começou nesta quinta-feira (23) rodada de pesquisa eleitoral em Imperatriz e mais nove municípios da região. 

Detalhe da pesquisa: não incluíram o nome do ministro Edison Lobão como provável candidato a governador ou a senador. Que maldade!

Sindicalistas querem aprovar neste ano proposta que reduz a jornada de trabalho


A principal pauta de reivindicações das centrais sindicais para este ano é a votação da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Em discussão na Câmara dos Deputados desde 1995, a proposta de emenda à Constituição (PEC 231/95) está há quase cinco anos em condições de ser votada em primeiro turno pelo Plenário. De lá para cá, já houve 12 requerimentos de inclusão da proposta na Ordem do Dia.

O texto foi aprovado pela Comissão Especial da Jornada Máxima de Trabalho em julho de 2009 em clima de festa no auditório Nereu Ramos da Câmara, com a presença de representantes de todas as centrais sindicais. Além de reduzir as horas trabalhadas, a proposta também prevê a elevação da hora extra de 50% para 75% sobre o valor da hora normal.

A última redução da jornada de trabalho ocorrida no País foi na Constituição de 1988, quando as horas trabalhadas passaram de 48 para 44 horas semanais. Segundo o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), as novas tecnologias agregadas à atividade produtiva justificam a aprovação da proposta.

"Hoje, com a mesma força de trabalho, você produz 3, 4 vezes mais do que o que se produzia há 25 anos. Portanto, esse ganho de produtividade está sendo apropriado pelos empregadores, pelos empresários e isso terá que ser repartido pelo conjunto da sociedade, especialmente para os trabalhadores."

Criação de empregos

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos (Dieese), a redução da jornada de trabalho pode criar até 2,5 milhões de empregos. Em março do ano passado, a presidente Dilma Rousseff chegou a se comprometer, durante reunião com sindicalistas, a analisar várias das reivindicações das centrais sindicais, entre elas a redução da jornada de trabalho.

Para virar realidade, a proposta de emenda à Constituição precisa de apoio de 2/3 dos deputados para ser aprovada na Câmara em dois turnos de votação. Em seguida, passa a análise semelhante no Senado Federal.

Fonte: Agência Câmara

IMPERATRIZ - Assaltantes liberam reféns e são presos pela PM após tentativa frustada de assalto a um cartório

Policiais cercam o cartório e exigem a libertação dos reféns
Refém é liberada pelos bandidos; treze foram trancados no banheiro do cartório
Assaltantes se entregam e são conduzidos à delegacia em um micro-ônibus da PM
Delegado exibe armas que estavam com os assaltantes; dos cinco, dois são menores

Uma tentativa de assalto na tarde desta quarta-feira (22) ao  Cartório do 6º Ofício, na rua Godofredo Viana (Centro), terminou com a prisão de cinco assaltantes e a libertação de 13 reféns, entre clientes e funcionários. A ação dos bandidos começou por volta de 14h30 e terminou por volta das 17h após intensa negociação com a Polícia, que cercou o prédio logo após a invasão do cartório.

Cerca de dez viaturas da Polícia Militar cercaram e isolaram a área de curiosos e da imprensa. O helicóptero do Grupamento Tático Aéreo (GTA) deu apoio aéreo à operação. As negociações foram comandadas pessoalmente pelo comandante do 3º Batalhão Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), tenente-coronel Marcus, o comandante do Policiamento do Interior, tenente-coronel Francisco Melo, e o delegado do Serviço de Inteligência da Polícia Civil, Tiago Bardal.

Os assaltantes invadiram o cartório e anunciaram o assalto. Recolheram objetos  - como relógios, celulares e jóias - e dinheiro dos clientes e trancaram cerca de treze reféns em um banheiro. Logo a Polícia foi avisada e cercou o prédio.

Um advogado que estava no cartório passou a ser o intermediário dos bandidos nas negociações com os policiais. No começo, segundo o advogado Jamil Moura, os assaltantes estavam bastante nervosos e anunciaram que "iriam até o fim, que estavam lá para matar ou morrer". Também tentaram uma fuga pelos fundos do prédio, mas não havia saída.
Passaram então a negociar, exigindo garantias de vida e a presença de familiares, o que foi atendido pelos negociadores da Polícia. O pedido de comida e refrigerante foi negado. Os reféns começaram a passar mal.

Os assaltantes decidiram então liberar os reféns, um a um. Os primeiros foram duas mulheres grávidas. Em sequência, e em intervalos diferentes de tempo, passaram a permitir a saída do grupo restante, sempre um de cada vez. Uma mulher desmaiou após sair do cartório e foi atendida pelos policiais no interior de um restaurante. Só depois, uma ambulância do Samu foi chamada ao local.

Com os reféns em segurança, apenas o advogado permaneceu com os bandidos, que haviam exigido também coletes a prova de bala e uma viatura policial para deixar o prédio. Após entregarem as armas ao delegado Bardal, um a um, ao lado de familaires (mães, irmãos, esposas) e escoltados por um policial, eles deixaram o prédio e foram conduzidos a um micro-ônibus da PM, que estava estacionado em frente ao cartório. Os cinco foram depois revistados no interior no veículo e conduzidos à Delegacia Regional de Polícia Civil.

O comandante Marcus informou que todos têm passagem pela Polícia e que entre os cinco, dois são menores. Eles estavam armados com três revólveres.
Os negociadores da Polícia comemoraram o fim da operação sem vítimas fatais. Os reféns também foram levados à delegacia para prestarem depoimentos.  

Militar uruguaio atuante na Operação Condor vive impune no Brasil

Militar tem cidadania brasileira e não pode ser extraditado (Foto: Facebook)

   
O coronel uruguaio Pedro Antônio Mato Narbondo, acusado pelo desaparecimento de quatro militantes de esquerda em 1976 em seu país, foi encontrado morando no sul do Brasil. Narbondo possui cidadania brasileira. O ex-militar responde por crimes de sequestro, tortura e assassinato no Uruguai. É também réu na Argentina e na Itália.

Ele é um dos 17 militares e civis uruguaios denunciados em 2007 na Justiça italiana pelo procurador Giancarlo Capaldo pela morte e o desaparecimento de 23 cidadãos latino-americanos de origem italiana. Os crimes ocorreram durante a operação Condor, ação conjunta das ditaduras nos países do Cone Sul – Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai –, que reprimiu de maneira truculenta opositores aos regimes.

Procurado pela Interpol, o coronel tem garantida sua impunidade no Brasil, graças à cidadania que adquiriu em 2003, pelo fato de sua mãe ser brasileira. Segundo Jair Krischke, presidente do Movimento Justiça e Direitos Humanos no Rio Grande do Sul, em entrevista à Rádio Brasil Atual, o ex-militar não pode ser extraditado para ser julgado em seu país.

Fonte: Opera Mundi

Intervenção federal no Maranhão


Andreia Verdélio
Da Agência Brasil, em Brasília 21/01/201415h54

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recebeu na manhã desta terça-feira (21) representantes de organizações de defesa dos direitos humanos para discutir o pedido de intervenção federal no Maranhão e a federalização dos crimes ocorridos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Segundo o assessor jurídico da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, Igor Almeida, Janot se mostrou aberto às ponderações das entidades. "Pontuamos a necessidade da abertura de diálogo entre o governo federal e o estado do Maranhão para que ouçam a sociedade civil. O canal de diálogo está fechado e o procurador se comprometeu em facilitar para que ele possa ser instaurado".

Sobre a morte de um detento no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, divulgada esta manhã, Almeida diz que, pelas primeiras informações, a morte poderia ser retaliação à transferência de presos, líderes de facções, para presídios federais de segurança máxima. "Não é possível afirmar com certeza, tendo em vista a impossibilidade em estarmos nas unidades de Pedrinhas", disse.

O pedido de federalização dos crimes cometidos em Pedrinhas foi feito pelas organizações não-governamentais Justiça Global, Conectas e Sociedade Maranhense de Direitos Humanos. O grupo acredita que isto possibilitará investigação mais rápida e independente.

O coordenador da Conectas, Rafael Custódio, acredita que as medidas apresentadas até agora "são soluções não dialogadas com a sociedade civil, paliativas, muito mais de prestação de contas para o eleitorado do que para as famílias das vítimas".

Ele diz que os problemas de Pedrinhas não são novidade, por isso, a transferência da solução para o governo federal é essencial. "O governo sabe o que acontecia e não fez o que deveria fazer. O estado do Maranhão sozinho não tem condição nem de prevenir novas violações, nem de prestar contas do que foi feito até agora".

Para Custódio, além da incapacidade de o estado em lidar com a crise, os acordos políticos partidários são priorizados em detrimento da solução dos problemas. "Por isso, nossa vinda à Procuradoria Geral da República é importante, porque o Ministério Público não se submete a nenhum tipo de vinculo político. A nossa esperança é que haja a intervenção federal até para sinalizar à população que o Poder Público está de olho e quer enfrentar o problema".

Fonte: UOL Notícias

Preso em desvio da Mega-Sena é apadrinhado de Chiquinho Escórcio, revela reportagem do Estadão

Ernesto: protegido de figurões

O suplente de deputado federal Ernesto Vieira, preso no sábado, 18, acusado pela Polícia Federal de participar de um esquema que desviou R$ 73 milhões da Mega-Sena, loteria administrado pela Caixa Econômica Federal (CEF), tem como padrinho político o presidente do PMDB no Maranhão, senador João Alberto, e o deputado Francisco Escórcio (PMDB-MA), ambos ligados ao grupo do senador José Sarney (PMDB-AP). O desvio é o maior da história da CEF.

Vieira foi preso no município de Estreito (MA) pela Polícia Federal. Antes de se candidatar a deputado federal, ele concorreu a uma vaga de estadual – também sem sucesso. O empresário Pedro Iran Pereira Espírito Santo, sócio de Vieira num empreendimento, afirmou ao Grupo Estado que João Alberto deu autorização para Vieira se candidatar a deputado federal em 2010. “Ele era encostado no João Alberto e no Chiquinho Escórcio. Sempre gostou de se encostar em alguém com melhor condição”, contou, ao revelar que ele intermediou o apoio dos políticos a Vieira. Na eleição deste ano, conforme o empresário que é considerado um dos homens mais ricos do Estado, a intenção de Vieira era apoiar a candidatura de Escórcio “pedindo votos”.

Chiquinho, o protetor
O empresário diz que conversou com Vieira uma hora antes de ele ser capturado pela Polícia Federal. O suplente de deputado teria justificado ao sócio que o dinheiro encontrado em sua conta (cerca de R$ 30 milhões) era proveniente da venda de um terreno. “Ele ficou sabendo que sua conta foi bloqueada pela Justiça e me contou que era dinheiro da venda de um lote. Uma hora depois ele foi preso.” Conforme o empresário, contudo, o sócio não teria condições de comprar um terreno por valor milionário. “Só se ele comprou para pagar depois.”

Pedro Espírito Santo confirmou, ainda, que o suplente de deputado comprou um avião monomotor, segundo ele, por R$ 380 mil. A PF apreendeu o monomotor durante a busca e apreensão da Operação Éskhara (ferida, em grego) deflagrada sábado.

Prisões

O suplente de deputado é o único preso até o momento pela PF. Outras quatro pessoas continuam foragidas. Entre elas: Talles Henrique de Freitas Cardozo e os irmãos Alberto Nunes Trigueiro Filho e Paulo André Pinto Trigueiro. Uma quarta pessoa ainda é dúvida para a PF, que suspeita da possibilidade de se tratar de um outro nome fictício criado pela quadrilha para lavar o dinheiro. Em nome desta pessoa a PF encontrou R$ 42 milhões e sete veículos comprados recentemente em Goiânia (seis Corollas e uma Hilux).

Conforme a investigação, a quadrilha abriu uma conta corrente numa agência da CEF na cidade de Tocantinópolis. A partir de um bilhete falso da Mega Sena o gerente liberou R$ 73 milhões para o pagamento do suposto prêmio. O dinheiro foi distribuído desta conta para outras dezenas. A reportagem apurou que a quadrilha tentou aplicar o golpe em outros quatro Estados, mas não conseguiu apoio de um gerente para fazê-lo. A PF investiga a razão de a CEF permitir abertura de uma conta com um nome e um CPF inexistente. A CEF informou, por meio de nota, que identificou a fraude e comunicou à PF.

Um relatório de auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) revelou que a CEF cancelou em 496.776 mil contas correntes e poupança em 2012 que haviam sido abertas com CPFs inexistentes. O caso virou escândalo porque o saldo das contas foi contabilizado como lucro da CEF, conforme revelou a revista IstoÉ. (Andreza Matais, AE)

Léo Franklin: um engenheiro na política

Léo Franklin e a esposa, Dona Jane: amor, família e política (Foto: Arquivo de Família)

Desde que alcançou a vida pública até sua morte, ele não conseguiu realizar o projeto que traçou com emoção, porém sem a racionalidade da retidão da régua e do traço firme do lápis: ser prefeito da cidade que adotou para viver, construir prédios, constituir família e amizades. Mas esse detalhe tão importante não o impediu de viver intensamente tudo que se descortinou em seu destino, sem jamais o ter adotado como um fracasso pessoal ou um plano que não teve forças para dar cabo. 

Engenheiro civil, José Franklin da Costa Miranda - Léo Franklin, nome íntimo de família e amigos que adotou na carreira política, nasceu em São Luís no dia 11 de janeiro de 1945, um dos quatro filhos do médico Hamilton Raposo de Miranda e da professora Helena da Costa Miranda (os outros irmãos são Hamilena, Paulo Roberto e Hamilton).

Deputado estadual, vereador e presidente da Câmara Municipal de Imperatriz, presidente da Companhia de Habitação Popular do Estado do Maranhão (Cohab), teve intensa atividade política e social. Boêmio, boa praça, atitudes simples, cercou a família como seu maior patrimônio e seguiu cultivando admiradores e correligionários.

Casado com Janice Coêlho Miranda, a dona Jane, tabeliã do Cartório de Distribuição da Comarca local, teve três filhos: Marco Antonio (Marquinhos), biólogo e adminsitrador; Hamilton, pedagogo, ex-vereador de Governador Edison Lobão; e Helenir, funcionária do Tribunal de Justiça do Maranhão. Deles, ganhou oito netos: Léo Franklin, Jorge Victor, Mayara, Ana Paula, Alice, Hellen, Helena e Heloísa. 

"Sua vida sempre foi pautada pela honestidade, coerência, simplicidade e amizade. Foi um pai presente e cuidadoso, que nunca deixou que nada faltasse a sua família. Era um homem que prezava suas amizades. Gostava de estar com seus amigos. Como profissional, foi um grande engenheiro, tendo sido um dos pioneiros a chegar em Imperatriz. Sempre disposto a ajudar, dispensava o valor da planta da casa de quem não podia pagar. Na política, nunca até hoje alguém tem, teve ou terá algo que venha a manchar sua biografia. Sempre pautou sua atividade política na defesa dos interesses dos mais humildes. Sempre colocou a verdade em primeiro lugar, mesmo que para isso colocasse em risco sua eleição", testemunha o filho Marquinhos. 

Foi vice-presidente da Assembléia Estadual Constituinte, tendo atuação bastante destacada na elaboração da atual Constituição Estadual. A Sala de Comissões da Assembléia Legislativa do Maranhão, o Plenário da Câmara Municipal de Imperatriz, vários colégios no interior do estado, ruas e avenidas na capital, levam o seu nome. 

Em tudo que fazia contava com o apoio de uma guerreira, recebendo dela ajuda em todas as situações e em todos os momentos. Dona Jane era uma figura agradável; esposa, trabalhadora e mãe incansável, que também gostava de política e vivia esse ambiente intensamente. 

Léo Franklin lutou pela vida durante quatro anos, após descobrir em 1989 que sofria de hipertrofia ventricular esquerda (seu coração estava crescendo) e que precisava  submeter-se a um transplante. 

Não conseguiu. Morreu tem 21 anos, em 17 de janeiro de 1993, às 9h30, no Instituto do Coração (Incor), em São Paulo.

Dona Jane nunca conseguiu superar a perda de seu grande amor e companheiro. Faleceu no dia 11 de novembro de 2001, vítima de lúpus (doença auto-imune que ataca as células de defesa do próprio organismo).

IMPERATRIZ: Ex-presidente da Câmara Municipal busca o sétimo mandato

José Carlos disputa uma vaga no legislativo municipal pelo PSDB Seis mandatos, quase quatro décadas de vida pública, três vezes eleito segui...