IMPERATRIZ: Ex-presidente da Câmara Municipal busca o sétimo mandato


José Carlos disputa uma vaga no legislativo municipal pelo PSDB
Seis mandatos, quase quatro décadas de vida pública, três vezes eleito seguidamente presidente da Câmara de Vereadores,  José Carlos Soares Barros, Zé Carlos, Zé Carlos Pé de Pato, é uma enciclopédia da política, da cultura, dos acontecimentos históricos e dos personagens notórios e anônimos da cena imperatrizense. Ele não desiste, mantém sua folha de velhos amigos e correligionários, se reinventa, se renova e ajusta seu carisma para abrir novas frentes toda vez que o momento histórico o convoca.

"O contato direto com as pessoas, sentar nas casas delas, ouvir as pessoas, compreender suas vontades, sonhos e tristezas, entender como fazem pra não desistirem, ouvir suas reclamações e sugestões, coisas que me empurram para as ruas, para o mundo real, isso tudo vem lá de trás quando a política me fascinou como um jeito de ouvir as pessoas, ajudar as pessoas. Acho que como político tenho feito muitas coisas pra ajudar minha gente e minha cidade, isso ninguém pode tirar de minha história, das minhas amizades e nem das pessoas que sempre estão comigo", resumiu em depoimento ao blogue.

Perder ou ganhar na disputa política, para ele, "faz parte do jogo", mas diz que "o otimismo e a força de se levantar" são como o caminho de um reencontro contínuo com as velhas paixões: a família, os amigos, a cidade e a política. "Sou otimista por opção e convicção. Isso me traz força, me leva a cultivar a humildade, me dá alegria de estar com os meus, os que me apoiaram e apoiam; e os que me ajudaram a crescer de vezes com julgamentos duros, injustos; de outras, de maneiras até claras de meus erros que não conseguia ver". 

Aos 61 anos - completa 62 no próximo dia 23 - na disputa de mais uma campanha política para o parlamento municipal, faz um prognóstico de quem conhece o campo da batalha: "Vou vencer, novamente. Vou estar lá para, de novo, atuar com minha consciência, minha independência e meu respeito à minha cidade".  

Imperatriz: Feira do Comércio e Indústria movimenta economia local

Carlos Lucena, presidente da Associação Comercial e Industrial de Imperatriz (Foto: Divulgação)

O evento, que já se consolidou como um dos maiores do Norte e Nordeste, promete impulsionar ainda mais o desenvolvimento da região. Em conversa com o presidente da ACII, Carlos Lucena, tivemos a oportunidade de conhecer os planos para a edição de 2024 e entender a importância da feira para o setor empresarial e para a população em geral. Confira a entrevista:


Enquanto presidente da ACII, como você avalia a importância da FECOIMP para o desenvolvimento econômico de imperatriz?

Carlos Lucena - A minha avaliação é de que a Fecoimp tem um posicionamento que muda o cenário regional. A feira está consolidada e integra o calendário nacional. É um evento esperado, que faz as empresas, principalmente as novas, mostrarem-se no mercado. A Fecoimp é uma grande vitrine que oportuniza negócios concretos para essas empresas. Ela tem esse poder de, durante os dias que ocorre, aquecer a economia da cidade. Um exemplo são os serviços gráficos, a hotelaria, entre outros setores, que ficam completamente ocupados durante o evento. Há uma melhora no movimento de bares, restaurantes, ou seja, movimenta verdadeiramente a economia da cidade. 


Quais as expectativas da ACII quanto a essa edição?

CL - As expectativas são sempre as melhores. A Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Imperatriz (ACII) tem esse histórico de fazer a Fecoimp e já estamos na 22ª feira; a cada edição aprendemos mais e conseguimos  melhorias em relação à anterior.

Então, a expectativa é sempre a melhor. A gente tem várias mudanças na feira deste ano, tanto de estrutura, quanto também de expositores, muitos novos trazendo empresas grandes e outras pequenas também, além de novos espaços que teremos. Eu creio que teremos novamente uma feira muito privilegiada.


E com base  no que foram os resultados da edição anterior, o que a gente pode esperar para esse ano?

CL - Olha, o resultado das edições anteriores foi de um crescimento muito grande, principalmente de público. Além disso, a satisfação que a gente vê nos expositores com os resultados anima muito. Tivemos resultados muito bons tanto de negócio, como de prospecção de negócios futuros. E, esse ano, mesmo faltando algumas semanas, já estamos maiores do que no ano passado em números de vendas de estandes e de empresas que irão expor no evento. Por isso, a expectativa é de uma Fecoimp ainda mais pujante e maior como um todo.


A FECOIMP também é um evento com momentos de conhecimento onde as pessoas podem aprender sobre o universo dos negócios. Como a feira se preparou para servir essa área de conhecimento esse ano?

CL -  A gente ressignificou o espaço Conecta, que agora é ACII Capacita. A nossa diretoria de capacitação, que tem ótimas profissionais gabaritadas nesse segmento, junto com o Conjove e com o CME, estiveram unidos para trazer vários workshops, palestras, rodadas de negócios, que irão contar com nomes de projeção nacional. Eu creio que as empresas que participarem terão realmente um crescimento de conhecimento e uma bagagem muito relevante para aplicar em suas empresas. Esse ano, mais do que as demais feiras, a gente terá grandes novidades naquele espaço Capacita. Aliás, a programação já está no site www.fecoimp.com.br .


A gente sabe que o número de público do ano passado foi bem grande. Qual é a estimativa deste ano? Vocês acreditam que seja maior?

CL - Para lhe falar a verdade, eu espero que não. Eu não espero que seja maior, porque não temos espaço para receber mais do que a gente já está recebendo. Um exemplo ocorreu no ano passado, quando, em dois dias do evento, a gente teve que trancar os portões por questões de os Bombeiros indicarem que o público estava muito elevado para o tamanho do espaço. Estamos preparando, inclusive, reforço na parte de segurança, tomando alguns cuidados para que tenhamos um controle maior sobre essa questão do público. No ano que vem já estamos estudando algumas alternativas com foco em oportunizar circulação que possa favorecer mais os negócios, de fato.


A Fecoimp 2024 esse ano trás o tema “Conectar e Gerar Negócios”, como é que foi escolhida a temática deste ano?

CL - Eu creio que isso tem tudo a ver com a feira. Estamos aqui para conectar as pessoas, conectar as empresas, os negócios. Imperatriz também tem muito a ver com conectar, ela está numa situação de localização geográfica muito benéfica, que conecta vários estados, regiões e cidades circunvizinhas e eu creio que tem tudo a ver com a nossa feira, porque a gente está voltado realmente em conectar as pessoas, conectar e fazer negócio.


A feira está há poucas semanas de acontecer. O que o senhor pode deixar de mensagem para os expositores?

CL - Os expositores são a peça fundamental da feira. Teremos uma cobertura maior da imprensa este ano, dando assim mais visibilidade à nossa feira e também aos expositores. Eu creio que, nesse aspecto, a feira de 2024 vai oportunizar uma visibilidade muito maior do que as anteriores. Lembro que a Fecoimp é um evento para todos aqueles que buscam oportunidades de negócios, atualização profissional e networking. Porém, a feira é uma iniciativa da ACII, mas conta com o apoio de diversas empresas e instituições públicas e privadas. Nesta edição, a Fecoimp, que será realizada entre os dias 18 e 21 de setembro, conta com o patrocínio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), Secretaria de Estado da Indústria e Comércio (Seinc), da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), Credishop, Suzano, Federação do Comércio de Bens, Serviços  e Turismo do Maranhão (Fecomércio) e Valor Logística Integrada (VLI). O evento conta com o apoio da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-Maranhão). E vale salientar que, juntos aos expositores, esses patrocinadores e apoiadores são de grande importância para a realização dessa grande feira.


(Fonte: Assessoria ACII)


Eleição 2024 terá o menor número de candidatos em 16 anos

As eleições de 2024 vão ter o menor número de partidos em 12 anos e a menor quantidade de candidatos em 16 anos, informa o portal G1 do grupo Globo. 

São 460 mil candidaturas registradas para concorrer, quase 18% a menos que em 2020, um recuo de 97.792 candidaturas em comparação às 557.679 daquele ano.

O recuo é um pouco maior nas candidaturas de vereador (20%) do que nas de prefeito (18%).

O tamanho do enxugamento varia, mas acontece em mais de 2/3 das cidades brasileiras.

O número de partidos também caiu. Serão 29, cinco a menos que os 34 de 2020.

Desses 29, 18 reduziram o número de postulantes.

"Para especialistas, a diminuição no número de candidatos era previsível e decorre, principalmente, de reformas políticas que levaram à diminuição de candidatos e que os partidos apostassem em candidaturas mais competitivas", assinala a matéria.

São três as mudanças principais, feitas a partir de 2017:

O limite máximo de candidaturas a vereador diminuiu; As federações partidárias, que substituíram as coligações partidárias já em 2020 (vale tanto para vereadores quando para deputados; e a cláusula de barreira. 

Em 5 anos (de 2019 a 2023), 11 partidos deixaram de existir no Brasil por terem sido incorporados por outras legendas ou terem se fundido para criar uma nova. Nos 23 anos anteriores, de 1995 a 2018, haviam sido 8.



 

Marco Aurélio: candidato de Lula e o crescimento da campanha

Marco Aurélio e o presidente Lula durante encontro em Brasília; candidato destaca crescimento da campanha e aposta em segundo turno

O candidato a prefeito de Imperatriz pelo PCdoB, Marco Aurélio, avaliou com otimismo os primeiros dez dias de campanha. "Temos uma militância aguerrida, estamos fazendo uma campanha com alegria e propostas e vamos chegar pra ganhar, não tenho dúvidas. Nosso projeto representa a participação popular, a representação dos projetos e demandas da maioria de nossa população, dos coletivos, da gente trabalhadora", declarou em contato com o blogue.  Ele lidera a coligação "Federação Brasil Esperança", PCdoB, PT e PV. Sua vice é a militante social Vânia, do Partido dos Trabalhadores.

Marco Aurélio é o candidato do presidente Lula na segunda maior cidade do Maranhão e enfrenta candidaturas apoiadas pelo poder econômico de grupos conservadores interessados em manter o controle da administração municipal. 

Ex-vereador e ex-deputado estadual, disputa pela segunda vez a eleição majoritária no município. "Sempre enfrentei meus desafios, pessoais e políticos, com determinação, fé, otimismo, alegria e confiança nas pessoas. Apresento propostas, não entro nesse jogo de declarações populistas, sem nenhum propósito, que visam exclusivamente confundir as pessoas com a disseminação de notícias falsas e tendenciosas. Sempre tive meu lado, o lado das pessoas que precisam do poder público, o lado que minha gente clama todos os dias".  



Imperatriz: Pré-candidatos bolsonaristas colam em Lula


Bastou vazar uma sondagem técnica de que o governo do presidente Lula e a atuação do próprio presidente são bem avaliados pelo imperatrzense, pretensos pré-candidatos à prefeitura ligados ao bolsonarismo começam a dissipar a cortina de fumaça que os escondia, eles e seus interesses político-eleitoreiros, e agora querem mudar a narrativa.

O prefeito Assis Ramos não perdeu tempo.  Mandou divulgar que seu escolhido Zé Antonio, o homem dos segredos, pode bater à porta do PDT do senador Weverton Rocha, cria e pupilo do ministro Carlos Lupi, herdeiro do brizolismo fantasiado de lulista. 

O deputado estadual Rildo Amaral fez publicar uma aproximação com o PT do Maranhão, que tem seu pré-candidato aqui, um petista-lulista juramentado desde os primórdios do Partido dos Trabalhadores, o combativo e sempre verdadeiro vereador Aurélio Gomes.

E Josivaldo JP  tem votado na Câmara dos Deputados com o Palácio do Planalto, ali na beirada se equilibrando entre seu credo interior e sua vida dura e a guerra psicológica que enfrenta em busca da aceitação dos falidos ex-donos da casagrande. 

O resto bolsonarista espera o milagre da goiabeira e o fogo frio dos farsantes seus.

Marco Aurélio recebe apoio do PCdoB à prefeitura de Imperatriz

Deputado federal Márcio Jerry, presidente estadual do PCdoB, anuncia apoio à pré-candidatura de Marco Aurélio 


O ex-deputado estadual Marco Aurélio tem o apoio do PCdoB como pré-candidato à prefeitura de Imperatriz. O anúncio foi feito pelo presidente do partido, o deputado federal Márcio Jerry, durante reunião na casa do pré-candidato nesta última terça-feira (30).   

Atualmente filiado ao PSB, Marco Aurélio deve deixar o partido do governador Carlos Brandão e retornar à sigla comunista pela qual já disputou eleição majoritária em Imperatriz.  

Márcio Jerry se encontrou também com o vereador Aurélio Gomes, pré-candidato a "prefeito pelo PT.

"Temos que ter sentimento de unidade, com essa convicção a gente pode construir uma trajetória vitoriosa no campo democrático progressista", avalia o deputado.

Para Jerry, o nome mais bem avaliado nesse projeto é do ex-deputado Marco Aurélio. "Com humildade, sem querer interferir no processo normal de candidaturas, no qual todos tem o direito de pleitear essa condição, mas entendemos que o Marco Aurélio representa esse projeto com reais chances de vitória. Vamos continuar dialogando, conversando, a gente pode construir essa unidade".

"O nosso campo político é bom e delineado esse projeto podemos conquistar a prefeitura de Imperatriz", avaliou.

2º turno

Márcio Jerry acredita que com a possibilidade de Imperatriz ter segundo turno na eleição deste ano, o campo progressista pode arrebatar o pleito contra os conservadores apoiados pelo prefeito Assis Ramos e pelo Palácio dos Leões. 

A campanha de cadastramento de novos eleitores incentivada pela Justiça Eleitoral, partidos, Câmara de Vereadores e sociedade civil com o objetivo de alcançar 200 mil eleitores aptos ao voto é a condição legal para que o município tenha segundo turno na eleição para prefeito. 

"Pelo que apuramos com algumas pessoas ligadas à campanha, esse número pode ser alcançado tranquilamente até maio, data limite para o cadastro de novos eleitores", declarou.

"O PCdoB está totalmente empenhado na campanha, inclusive tivemos encontro com a juventude do partido aqui em Imperatriz e traçamos estratégias para acelerar o cadastro de jovens eleitores", acrescentou.


Márcio Jerry defende aliança progressista em Imperatriz

Deputado federal Márcio Jerry (centro) com o presidente municipal do PCdoB, Davidson Nascimento, e o vereador Aurélio do PT, pré-candidato a prefeito: união das forças progressistas

O presidente estadual do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, defende as união das forças políticas progressistas de Imperatriz na eleição municipal deste ano.

Nesta última terça-feira (30), ele esteve na cidade para uma rodada de conversas políticas com os dirigentes do partido e lideranças de outras siglas progressistas, como PT e PSB. Jerry teve uma conversa reservada com o vereador Aurélio Gomes, pré-candidato a prefeito pelo Partido dos Trabalhadores, da qual participou também o presidente municipal do PCdoB, Davidson Nascimento.

"Vamos lutar por um programa e candidatura que expresse e represente o campo democrático em Imperatriz pela importância para a base do presidente Lula no Maranhão", declarou o deputado.

2º turno

Márcio Jerry disse acreditar que a campanha desenvolvida pela Justiça Eleitoral, partidos, Câmara de Vereadores e sociedade civil vai alcançar seu objetivo de chegar aos 200 mil eleitores cadastrados, condição legal para que o município tenha segundo turno na eleição para prefeito. 

"Pelo que apuramos com algumas pessoas ligadas a campanha, esse número pode ser alcançado tranquilamente até maio, data limite para o cadastro de novos eleitores", declarou.

"O PCdoB está totalmente empenhado na campanha, inclusive tivemos encontro com a juventude do partido aqui em Imperatriz e traçamos estratégias para acelerar o cadastro de jovens eleitores", acrescentou.

Visita a APAE

Márcio Jerry cumpriu também agenda parlamentar com uma visita de trabalho à APAE (Associação dos Pais e Amigos de Pessoas Portadoras de Síndrome de Down) de Imperatriz, que tem enfrentado problemas na continuidade de suas atividades e atendimento ao seu público-alvo. Foi recebido pelo diretor José João Silva e assumiu o compromisso de empenhar-se na defesa do funcionamento da instituição, especialmente no repasse correto dos recursos destinados por lei, e e no trabalho de seus servidores e colaboradores. 

O deputado é presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados.

"Vamos usar de nossas prerrogativas como parlamentar e de presidente da comissão para ajudar na solução dos problemas e impasses, seja através de emenda como de gestões junto aos governos estadual e federal", assegurou.




IMPERATRIZ: Irmão do prefeito vai "gerir" mais de R$ 134 milhões

Ítalo Ramos (E), secretário de Infraestrutura, e o irmão, o prefeito Assis Ramos

Recém-nomeado secretário de Infraestrutura do município, Ítalo Ramos, irmão do prefeito Assis Ramos, terá o poder de gerir mais de R$ 134 milhões na pasta, como prevê o Orçamento da Prefeitura de Imperatriz para o exercício financeiro de 2024. O agora titular da Sinfra era superintendente de Limpeza Pública e assumiu no lugar do vereador Fábio Hernandez, que retomou suas atividades parlamentares na Câmara Municipal. 

A rubrica da Sinfra é a terceira maior do orçamento municipal para o próximo ano, que é de R$ 1.146 bilhão - a primeira é da Educação, R$ 372 milhões; a segunda, da Saúde, com R$ 364 milhões.  

Ítalo, porém, terá montante ainda maior para administrar no ano eleitoral se acrescentada a arrecadação da taxa de iluminação pública (a Superintendência de Iluminação Pública e de Limpeza Urbana foram extintas e os serviços incorporados pela Sinfra), cujo valor anual pode ultrapassar os R$ 20 milhões; e, bingo, um desejado empréstimo de R$ 60 milhões que o irmão-prefeito tenta passar na Câmara Municipal para financiamento de um tal programa de energia solar que contemplaria prédios públicos, também gerido pela Sinfra.

  


IMPERATRIZ: Oposição barra votação do Orçamento para 2024

(Foto de arquivo/internet)

 Pela segunda vez, a oposição conseguiu barrar a discussão e votação do Orçamento - tecnicamente chamado de Lei de Diretrizes Orçamentárias, a LDO - para o exercício financeiro de 2024 do Município. A bancada oposicionista se ausentou do plenário na sessão desta terça-feira (19) em protesto pela falta de transparência sobre os gastos da Prefeitura em 2023 e exige que o prefeito Assis Ramos compareça à Casa para explicar sobre o teto previsto de receita e despesas para o próximo ano.

A LDO, ou o Orçamento propriamente dito, prevê estimativas de receita e despesas detalhando os investimentos em obras e programas nas diversas áreas da administração municipal (saúde, educação, infraestrutura, etc), gastos com folha de pagamento dos servidores, precatórios e manutenção de funcionamento de toda a máquina administrativa, entre outras exigências legais.

A Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal não informa na página da Casa na internet a previsão orçamentária para 2024. Mas segundo o vereador Bebé Taxista, um dos líderes da oposição, passa de 1 bilhão e 140 milhões de reais.

Os oposicionistas temem, e até denunciam, uma suposta manobra do prefeito visando fins eleitorais dos recursos públicos na campanha política do ano que vem para prefeito e vereadores. 

A liderança do governo municipal alega que a manobra da oposição atrasa e prejudica o planejamento do ano fiscal de 2024 e é uma espécie de pressão política dentro do jogo sucessório que já começou para o pleito do ano que vem.

Apoiadores do prefeito também alertam que o adiamento da votação pode resultar em convocação de sessão extraordinária e consequente remuneração dos vereadores (o que geralmente ocorre nesses casos), já que o ano legislativo se encerra nesta semana. 

(*) Atualizada

MEIO AMBIENTE: Seca severa no Nordeste; desertificação avança no Cerrado

Semiárido brasileiro avança sobretudo em áreas de Cerrado.

Cientistas e gestores públicos reforçaram os alertas de seca severa e os riscos de desertificação do Semiárido brasileiro, durante audiência pública na Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados na semana passada. A região Nordeste, que já havia enfrentado o mais longo período de seca da história entre 2012 e 2018, sofre agora com a combinação dos efeitos do fenômeno El Niño e das mudanças climáticas.

Dezembro registra 359 municípios em situação de emergência, a maioria em Pernambuco (90), Piauí (90) e Bahia (81). Mais de 5 milhões de pessoas estão em área de seca extrema ou severa, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). O Consórcio Nordeste, que integra ações dos nove estados, vê risco de colapso em alguns reservatórios de água, como Jucazinho (Pernambuco) e São José do Jacuípe (Bahia), que hoje têm índice de apenas 10% de armazenamento.

O secretário de Recursos Hídricos e de Saneamento de Pernambuco, José Almir Cirilo, admitiu preocupação. “A situação é grave. A Agência Pernambucana de Águas e Clima tem a visão de que a conjunção de eventos climáticos pode efetivamente trazer uma extensão significativa desse processo. O momento de agir é esse, enquanto ainda podemos ter o mínimo de antecipação entre a ação e o efeito”. disse.

Avanço do semiárido

Pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP), o climatologista Carlos Nobre mostrou os resultados de levantamento concluído em novembro pelo Cemaden e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Nos últimos 60 anos, houve aumento de cerca de 80 mil quilômetros quadrados no semiárido brasileiro, avançando sobretudo em áreas de Cerrado. Em cenário de manutenção de elevadas emissões de gases do efeito estufa, Nobre aponta risco de que 30% do semiárido se tornem semidesertos, com apenas 300 a 400 mm de chuva por ano, concentrada e intensa.

“Desertificação é um fenômeno físico-geológico em que se tem um solo muito degradado e chuva muito intensa que causa megaerosão: perde-se mais de um metro de solo, atingindo um solo profundo com enorme quantidade de alumínio. Esse solo não permite o crescimento de vegetação", explicou Nobre. "É muito preocupante. Com as mudanças climáticas, essa dinâmica de desertificação vai aumentar muito”.

Carlos Nobre disse que a solução para a região passa por incentivos a modelos agrícolas que valorizem as características da Caatinga, considerada a savana estépica mais biodiversa do mundo. Coordenador da Articulação do Semiárido Brasileiro, Paulo Pedro de Carvalho concordou.

“O bioma Caatinga já é um grande estocador de alimentos. É preciso a gente seguir o exemplo do bioma, estocando água e alimentos: recaatingar as regiões que estão em processo de desertificação. Para nós, a base é a convivência com o semiárido, é a agroecologia e recuperar os solos”, disse Carvalho.

Ações imediatas

Entre as várias ações imediatas citadas por especialistas estão a retomada do Plano Nacional de Combate à Desertificação e o reforço do Programa de Cisternas e da Operação Carro-Pipa. A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) defendeu a aprovação do projeto de lei (PL 8894/17) que cria o Fundo de Atendimento às Situações de Emergência e de Calamidade Pública Decorrentes de Secas (Fasec).

Já o Consórcio Nordeste informou que já estão em curso ações emergenciais de perfuração de poços para operar com energia solar, instalação de dessalinizadores com energia solar, recuperação e adequação de adutoras, construção de barragens subterrâneas, reforço das estações de tratamento de água.

Orçamento e monitoramento

Organizador do debate, o deputado Fernando Mineiro (PT-RN) cobrou reforço orçamentário e ações integradas dos órgãos públicos.

“Nós precisamos dar continuidade a essa discussão, buscando integrar monitoramento com ações concretas e planejamento dos entes federados para enfrentar aquilo que a ciência nos indica”, disse o deputado.

Diante da dinâmica dos padrões atmosféricos, o Cemaden recomenda o acompanhamento periódico do monitoramento e dos alertas que o órgão disponibiliza para o público em geral em seu site. Segundo a diretora do Cemaden, Regina Alvalá, a tendência é de manutenção da seca no semiárido em dezembro, mas com possibilidade de chuva em janeiro.

“Isso se explica pelo fato de a temperatura do Oceano Atlântico já estar um pouco mais quente: aí, tem mais evaporação para a atmosfera, mais umidade e vento de leste, neutralizando os impactos do El Niño que impediam a chuva na região”.

De acordo com o Cemaden, o fenômeno El Niño deve se estender até maio, porém com tendência mais branda em comparação a 2023.


Reportagem - José Carlos Oliveira

Edição - Ana Chalub

Fonte: Agência Câmara de Notícias


ECONOMIA: Congresso prioriza Orçamento e promulgação da reforma tributária

Plenário do Congresso vota matérias a partir desta terça, 19 (Foto/Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

 O Congresso Nacional deve realizar sessões na próxima quarta-feira (20) e na quinta-feira (21) com duas prioridades: aprovar a Lei Orçamentária Anual (LOA) e a promulgação da reforma tributária aprovada pela Câmara, em dois turnos, na sexta-feira (15).

A Comissão Mista de Orçamento deve votar a LOA nesta terça-feira (19) e a Lei de Diretrizes Orçamentárias está pronta para ir ao plenário do Congresso.

As duas matérias são fundamentais para fechar a pauta do orçamento nesta última semana de trabalho legislativo, antes do recesso.

No ponto mais polêmico da LDO, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu manter a posição de meta fiscal zero.

A peça destacou ações prioritárias relacionadas à promoção da educação básica de qualidade, ao empreendedorismo feminino, à inovação tecnológica, ao uso de energias renováveis e ao atendimento integral das crianças com deficiência.

O governo também comemora a vitória da aprovação da reforma tributária que irá a promulgação do Congresso.

“O Brasil amadureceu; sabe que precisava enfrentar essa agenda, que é a mais importante das reformas”, afirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Para ele, o país migrou para as novas regras de tributação, passando a ter um sistema produtivo organizado e o “Brasil em compasso com o que há de mais moderno no mundo”.

Haddad observou que a promulgação da emenda ainda este ano dará ao governo condições de, já no começo do ano, encaminhar ao Congresso os projetos de lei que vão regulamentar os dispositivos constitucionais, com todos os parâmetros estabelecidos.

“Esse é um trabalho que a Fazenda fará, já facilitado pelo trabalho feito pela Câmara e pelo Senado”, observou.

Outra pauta importante para o governo será a votação no Senado da medida provisória das subvenções do Imposto sobre Circulação de Bens e Serviços (ICMS). A proposta foi aprovada na Câmara na sexta-feira e seguiu ao Senado.

Para o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), no contexto do esforço fiscal do governo, a derrubada do veto à desoneração torna mais importante a rápida votação da medida provisória das subvenções.

“A medida dispõe sobre o crédito fiscal de subvenção para investimento e é parte dos esforços do governo de alcançar a meta do déficit zero. Com a aprovação da MP, teremos uma poupança de R$ 80 bi e uma arrecadação de R$ 35 bi. Crescer com responsabilidade fiscal é uma prioridade do nosso governo”, explicou o líder.


Texto: Iram Alfaia/Portal Vermelho


Jornalismo da UFMA lança e-book com estudos sobre O Progresso

Professores do curso de Jornalismo da UFMA, de Imperatriz, estão lançando um e-book que reúne doze artigos decorrentes de pesquisas acadêmicas que tiveram o Jornal o Progresso como objeto de estudos. Organizado pelos professores doutores, Marcos Fábio Belo Matos e Marco Antônio Gehlen, o e-book denominado “O papel de O Progresso: o jornal como corpus de pesquisas nas áreas de Jornalismo e Comunicação” já está disponível no site da Editora Edufma para download gratuito, mas a publicação deve ser lançada no XVII Simcom, o Simpósio de Comunicação da Região Tocantina, que ocorrerá em dezembro, na UFMA de Imperatriz.

Com 264 páginas, o livro está em seu primeiro volume e é uma organização de doze estudos das áreas de comunicação e jornalismo realizados por docentes, pesquisadores e ex-alunos dos cursos de graduação e especialização da UFMA. No total, 24 autores assinam os artigos que perpassam por temáticas como: o jornal como fonte de pesquisa, a estética e design do jornal, análises sobre a presença de homicídios no noticiário, análises da cobertura de eleições e outros eventos de Imperatriz, análises da cobertura da política, análises dos usos de releases e de materiais de assessorias, análises do suplemento infantil que circulou de 1986 a 1987, análises fotográficas de candidatos a cargos políticos, entre outros assuntos.

De acordo com os organizadores, a ideia nasceu ainda em 2019, quando decidiram fazer uma publicação que servisse, entre outras coisas, para homenagear o cinquentenário do jornal, que se daria em 2020, uma vez que o curso de Jornalismo frequentemente recorria ao impresso para pesquisas de toda ordem. “A ideia foi atropelada pela pandemia da Covid-19, que alterou nossas rotinas de vida e de trabalho. O projeto só foi retomado em 2023, com a convicção de que, mesmo já tendo perdido o timming do aniversário, ainda assim valeria a pena transformar os artigos recebidos em um e-book”, explicou o professor Marcos Fábio.

No prefácio, os autores lembram que o jornal O Progresso, que existe desde 1970, funciona como uma representação do que ocorria na região do sudoeste maranhense, num tempo em que estava em ebulição um crescimento, representado, principalmente, pela inauguração da rodovia Belém-Brasília e tudo o que chegou pelo asfalto: pessoas, ciclos econômicos, caminhões, telecomunicações, conflitos. “O epicentro desta movimentação foi a cidade de Imperatriz, sede do jornal. Fruto da junção de um gráfico e um jornalista (José Matos Vieira e Jurivê Macedo), desde o seu nascimento, O Progresso faz questão de se intitular e fazer representar como o arauto daquele momento bonançoso. E assim, com essa representatividade, cruzou as décadas e chegou até os dias de hoje – um periódico de meio século, que tem muita história para contar”, ressaltam os autores, ao destacar que parte dessa história está também representada no livro.

“Escolhemos O Progresso pela potencialidade como documento histórico e social que merece este olhar mais atento da academia”, completou Marco Gehlen. Segundo os autores, o e-book lança um olhar relevante, a partir de diversas visões epistemológicas sobre o terceiro mais antigo jornal maranhense em atividade. “Que os estudos reunidos possam circular entre estudantes, professores e pesquisadores das mais diversas áreas e demais interessados e seja encarado como um espelho a partir do qual se enxergue a sociedade de Imperatriz e região”. Os professores pretendem lançar em 2024 um segundo volume que reunirá novos estudos, já produzidos ou em desenvolvimento, sobre o jornal.

Ficha:

E- book: O papel de O Progresso: o jornal como corpus de pesquisas nas áreas de Jornalismo e Comunicação.

Organizadores: Marcos Fábio Belo Matos, Marco Antônio Gehlen.

ISBN (Livro Digital): 978-65-5363-292-9

Ano de publicação: 2023; 264 páginas.


Link da Editora para baixar o e-book: https://www.edufma.ufma.br/index.php/produto/o-papel-de-o-progresso/



Sobre os organizadores do E-book 


Marcos Fábio Belo Matos -Licenciado em Língua Portuguesa, bacharel em Comunicação Social Jornalismo, especialista em Língua Portuguesa, mestre em Comunicação e Cultura, doutor em Linguística e Língua Portuguesa e pós-doutor em Comunicação. Membro do Grupo de Pesquisa em Língua, Discurso, Mídia e Educação (Lidime), da Ufma Imperatriz. Atualmente, é professor associado III dos Cursos de Pedagogia e Jornalismo do CCIm, UFMA - Imperatriz. Autor de 34 obras, entre textos acadêmicos e literários. É membro da Academia Bacabalense de Letras (ABL), da Academia Imperatrizense de Letras (AIL) e do Instituto Histórico e Geográfico de Imperatriz (IHGI). Na gestão 2019-2023, foi Diretor de Comunicação e Vice-reitor da UFMA. E-mail: marcos.fabio@ufma.br .

Antônio Gehlen - Pós-doutor em Ciência da Comunicação pela Universidade Fernando Pessoa, em Porto, Portugal; doutor em Comunicação pela PUCRS (2016), mestre em Agronegócios pela UFMS (2009), especialista em Comunicação Empresarial e graduado em Comunicação Social - Jornalismo. É professor adjunto e pesquisador no curso de Jornalismo da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), campus de Imperatriz (MA), desde 2009. Foi coordenador do curso na gestão 2021-2022 e gestor de Infraestrutura da UFMA em Imperatriz na gestão 2022-2023. E-mail: marco.gehlen@ufma.br .


Autores que integram os artigos:

Domingos Alves de Almeida; Francisca Daniela dos Santos Souza; Idayane da Silva Ferreira; Izani Mustafá; Nayane Cristina Rodrigues de Brito; Rhaysa Novakoski Carvalho; Larissa Pereira Santos; Denise Cristina Ayres Gomes; Dailane Silva Santana; Letícia Feitosa Barreto; Laura Glapinski Zacca; Thays Assunção Reis; Rodrigo Nascimento Reis; Antônio Carlos Santiago Freitas; Leonam Alves de Sousa Moraes; Roseane Arcanjo Pinheiro; Sara Cristina da Silva Ribeiro; Gabriela Almeida Silva; Thaísa Bueno; Marcos Fábio Belo Matos; Letícia Holanda de Sousa; Marco Antônio Gehlen; Rosana Ferreira Barros e Marcus Túlio Borowiski Lavarda

(Texto de Assessoria)

Projeto leva o cinema aos bairros de Imperatriz

Levar a magia da sétima arte a crianças e adultos de comunidades pouco assistidas pelo Poder Público em atividades artísticas e de lazer é o objetivo do projeto Cinema nos Bairros, promovido pelo Governo do Maranhão através da Diretoria de Cultura da região metropolitana de Imperatriz. 

O diretor regional de Cultura, Rodrigo Brasmar (primeiro plano, de camiseta preta) assiste filme com a comunidade do bairro Beira-Rio, em Imperatriz  (Foto: Assessoria)

O projeto foi iniciado na última quinta-feira (17), na Rua Nova, bairro Beira-Rio, com exibição de filme, distribuição de pipoca e apresentação de animadores culturais caracterizados como personagens do universo geek.

O diretor regional de Cultura, Rodrigo Brasmar, destacou o sucesso deste primeiro evento, que também será levado a outras comunidades de Imperatriz e de municípios da nossa região: "Como esperávamos, foi bastante prestigiado pelas crianças e adultos do bairro. Ficamos muito felizes pela boa receptividade do projeto".

"O projeto busca ampliar o alcance das artes audiovisuais, uma determinação do nosso governador Carlos Brandão. Estamos levando essa forma de arte para famílias que não têm condições de ir ao cinema. Muitas crianças e adultos nunca tiveram acesso a uma sala de cinema. Ficamos muito felizes, pois com tão pouco é possível fazer uma criança ou um adulto feliz. Foi uma experiência mágica", ressaltou Brasmar. 

O cinema de rua está ligado à sociabilidade e formação de público, mas é uma ferramenta pública para levar arte e lazer aos moradores - especialmente crianças - de comunidades carentes de entretenimento e uma alternativa ao circuito hegemônico, que está presente, sobretudo, nos shoppings. 

Calendário Cultural

O projeto faz parte do calendário que vem sendo elaborado pela Diretoria Regional de Cultura com o objetivo de apoiar e promover eventos de cultura popular, artesanato, música, dança, cinema, teatro e audiovisual.


IMPERATRIZ: Diretoria de Cultura do Estado apoia Feira Geek

Imperatriz recebeu no útimo final de semana (sábado e domingo, 12 e 13, respectivamente), no complexo de lazer da Beira-Rio, o primeiro festival da cultura geek com apoio do Governo do Maranhão, através da Diretoria Regional de Cultura. Organizada pela Animacom, a Feirinha Geek foi visitada por centenas de famílias e marcou o primeiro grande evento do gênero no Município.

"Foi uma oportunidade para apoiarmos ainda mais o universo geek e a geração Z, como parte do nosso calendário cultural que estamos consolidando desde que assumimos a Regional de Cultura na região metropolitana de Imperatriz", comemorou o diretor regional de Cultura, Rodrigo Brasmar. 

O movimento geek interage com participantes e a comunidade tem quase uma década em Imperatriz. Durante o evento, o público pode conhecer a paixão dos cosplays e ter acesso a produtos de filmes, seriados de tv, músicas, bonecos colecionáveis, itens cults das décadas de 70, 80 e 90, principalmente. 

"Os adeptos da cultura geek são práticos, responsáveis, autodidatas e extremamente realistas e lógicos. A geração Z foi socializada na era da internet e possui um domínio de tecnologias maior que as gerações anteriores", comentou Brasmar, ao destacar as atividades e a interação do movimento com a comunidade.





O diretor regional de Cultura, Rodrigo Brasmar, e participantes da feirinha geek

O que são nerds e geeks?
Nerds e geeks são pessoas que se interessam por assuntos relacionados à ciência e tecnologia. Esses grupos são conhecidos por serem consumidores de produções da cultura pop, como filmes e séries de super-heróis e produtos tecnológicos. 

Apesar de terem algumas semelhanças, os termos possuem origens e significados distintos. 

O Dia do Orgulho Nerd é comemorado em 25 de maio. Conhecido também como Dia da Toalha, a data celebra a cultura nerd e faz referência ao lançamento do filme “Star Wars: Uma Nova Esperança”, de 1977, e ao “Guia do Mochileiro das Galáxias”, de Douglas Adams.

A popularização do universo nerd a partir de grandes filmes de super-heróis, séries e obras de ficção contribuiu para a consolidação de uma comunidade nerd. Com isso, o Dia do Orgulho Nerd reúne pessoas que muitas vezes foram excluídas e ignoradas para manifestar seus interesses.

Senadora suplente assumirá vaga de Flávio Dino

Ana Paula Lobato (esq.) assumirá o mandato quando Flávio Dino assumir o Ministério da Justiça e Segurança

Ana Paula Lobato assegurou que irá trabalhar com muita determinação por um Brasil mais justo e menos desigual.  “Substituirei o senador Flávio Dino quando ele assumir o Ministério da Justiça no governo Lula, com a certeza de que faremos muito pelos mais necessitados e lutaremos por justiça social. O país voltará a sorrir”, disse. 

Acompanhada do esposo, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), e de familiares, a atual vice-prefeita de Pinheiro foi diplomada 1a. suplente do senador eleito Flávio Dino (PSB) pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE/MA) no último dia 17.

“Hoje é um dia de muita alegria para mim, mas, sobretudo, um dia de reafirmar meu compromisso com o povo maranhense”, afirmou. 

Na cerimônia, também foram diplomados o governador Carlos Brandão (PSB), o vice eleito, Felipe Camarão (PT),  o senador eleito Flávio Dino, 18 deputados federais, 42 estaduais e os dois primeiros suplentes de cada coligação. 

O diploma, entregue pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, certifica que o eleito está com o registro de candidatura deferido e cumpriu todas as formalidades previstas na Constituição Federal, tornando-o apto para a posse do seu mandato a partir de 1º fevereiro de 2023.

 

DENÚNCIA | Weverton e Maranhãozinho envolvidos com 'laranjas' no orçamento secreto do Congresso?


Reportagem da revista piauí, publicada no UOL, denuncia que os dois parlamentares do Maranhão usaram laranjas para direcionar emendas à saúde em municípios maranhenses com suposto objetivo eleitoral. 


"No dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) poderá julgar, definitivamente, a inconstitucionalidade do orçamento secreto, um novo documento comprova que o Congresso descumpre a decisão do próprio Supremo exigindo transparência sobre os autores das indicações de emendas de relator-geral. Dois ofícios assinados pelo relator do orçamento de 2022, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), nos dias 8 e 25 de novembro, atestam a omissão deliberada de informações que, pela decisão do Supremo de novembro de 2021, deveriam ter sido publicadas na internet. E comprovam o uso de laranjas na liberação de emendas do orçamento secreto.

Esses dois documentos, obtidos pela piauí, foram redigidos por Leal em resposta a questionamentos do deputado Hildo Rocha (MDB-MA). O deputado maranhense queria saber quem era o parlamentar responsável por um conjunto de 32 indicações assinadas por 20 pessoas diferentes no Sindorc — o Sistema de Indicação Orçamentária, criado pelo Congresso para, teoricamente, dar transparência às indicações de emendas de relator (RP-9), base do orçamento secreto. Somadas, essas indicações geraram um desembolso de cerca de 51 milhões de reais do Sistema Único de Saúde (SUS)"... 

CLIQUE NO LINK PARA LER A REPORTAGEM COMPLETA https://piaui.folha.uol.com.br/documentos-provam-que-congresso-usa-laranjas-no-orcamento-secreto/




 

PCdoB/MA reúne direção no sábado (20)

Deputado federal Márcio Jerry, presidente estadual do partido

 O PCdoB do Maranhão reunirá sua direção estadual no próximo sábado (20), em São Luís, em evento interno de debate político e diretrizes partidárias.

O deputado federal e presidente estadual do partido, Márcio Jerry, confirmou a presença dos cinco deputados estaduais eleitos e da suplente de senadora eleita, Lourdinha, e também a participação da dirigente nacional Nádia Campelo.

Prêmio

A edição deste ano do Prêmio José Augusto Mochel acontece no dia 12 de dezembro, às 18h30, também na capital do estado. Entre os homenageados, o cantor e compositor Josias Sobrinho, o médico Hamilton Raposo e o fotógrafo Edgar Rocha. 

Decreto institui homenagem a padre Elias; quem foi ele?

Na sessão desta última quarta-feira, 30 de novembro, o plenário da Câmara de Vereadores de Imperatriz aprovou o Decreto Legislativo nº 74/2022, de autoria do vereador Zesiel Ribeiro (professor, ex-secretário municipal de Educação), que institui a “Medalha Padre Domingos Elias da Costa Morais”. Diz a justificativa do documento, que "... Na história de nossa cidade, o padre Elias foi sucessor de Frei Manoel Procópio do Coração de Maria (frei Manoel Procópio, oficialmente o fundador da cidade) e é considerado o precursor do ensino escolar de Imperatriz".

A data histórica da fundação da cidade é 16 de julho de 1852, três anos após a partida de uma expedição militar e religiosa do porto de Belém, em 26 de junho de 1849, liderada por Frei Manoel Procópio, também capelão da expedição. A povoação foi batizada inicialmente de Colônia Militar de Santa Tereza do Tocantins. Em 27 de agosto de 1856, a lei n.º 398 criou a Vila Nova de Imperatriz, nome em homenagem à imperatriz Tereza Cristina. Com o tempo, sua denominação foi sendo simplificada pela população, havendo documentos anteriores à Abolição em que a vila é mencionada simplesmente como Imperatriz. Em 22 de abril de 1924, no governo Godofredo Viana (Lei n.º 1.179), a povoação eleva-se à categoria de cidade.

O historiador, jornalista, editor e escritor Adalberto Franklin (Adalberto Franklin Pereira de Castro, 1962-2017) diz em seu "Breve História de Imperatriz" (Ética, 2005) que "O ensino oficial das letras demorou a chegar a Imperatriz. Uma lei provincial de 1864, dois anos depois do estabelecimento da sede da vila, criara “duas cadeiras de primeiras, com o ordenado anual de 600 mil réis na Vila Nova da Imperatriz, sendo uma para o sexo masculino e outra para o sexo feminino”. A intenção, porém, não saiu do papel".

Adalberto Franklin cita o registro feito pela professora, historiadora e escritora Edelvira Marques (Edelvira Marques de Morais Barros, 1930-2007), autora de "Eu, Imperatriz", considerado o primeiro livro exclusivamente sobre a história do município:

"Diz Edelvira Barros que o padre Domingos Elias da Costa Morais, sucessor de frei Manoel Procópio, contrariado com essa situação, vai a São Luís e faz protestos na imprensa contra o descaso do governo da Província para com esta vila, tendo de lá retornado com recursos para abrir uma escola de primeiras letras".

Também em seu livro, o escritor imperatrizense nascido no Piauí anota que "Em seu Dicionário histórico-geográfico da Província do Maranhão, publicado em 1870, César Marques reitera que "A aula primária, desde que foi criada, não teve professor em exercício. Condoído de ver aquela pobre gente privada até do ensino das primeiras letras, abriu esse bom vigário uma aula que, desde outubro de 1867, tem sustentado gratuitamente". "Em muitas fazendas, porém, os jovens eram alfabetizados pelos próprios familiares ou por um mestre-escola contratado, como foi costume nos sertões até a metade do século XX", escreve Adalberto Franklin.

Entre 1866 e 1901 há registros de professores 'interinos' lecionando no longínquo município; eram escolhidos numa espécie de concurso, mas não se 'acostumavam' em lugares remotos, como acontecia em outras regiões do estado - após algum tempo, uns pediam transferência para vilas mais próximas da capital, outros talvez por causa de remuneração baixa.

A importância então da intercessão e da missão abraçada por Frei Elias em lutar para manter uma estrutura, mesmo que precária, para alfabetizar uns tantos poucos selecionados entre aqueles que se dispunham a labutar numa sala de aula modesta e com poucos recursos didáticos.

Confesso que minha pesquisa foi rápida e superficial nas ferramentas de busca e pesquisa da internet sobre o frei, mas apenas essas duas citações sobre ele nos trabalhos de Adalberto Franklin e Edelvira Marques são facilmente encontradas. Não existe retrato ou gravura de sua fisionomia conhecidos, pelo menos acessível ao público leigo.

No excelente artigo científico "Gênese de uma escola católica e estratégias femininas no Maranhão novecentista", sobre o papel das irmãs Capuchinhas na educação e a fundação da Escola Santa Teresinha, em 1924, a professora Maria Aparecida Corrêa Custódia, do Grupo de Pesquisas sobre História das Instituições, Práticas Educativas e Sujeitos Históricos da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), campus Imperatriz, relata essa dificuldade das pequenas comunidades do Maranhão em recrutar e manter professores das primeiras letras, centrando foco na esquecida Imperatriz do final do século 19, começo do 20. Porém, não há citação sobre o trabalho de frei Elias. 

Talvez - ou provavelmente - existam registros nos arquivos da Diocese de Imperatriz e/ou da paróquia de Santa Teresa d'Ávila. Um trabalho para profissionais, historiadores de verdade, numa cidade em que a memória histórica é simplesmente esquecida, que não tem sequer um museu para reverenciar aqueles que fizeram sua história e de suas instituições.   

 

PS: Texto aberto a informações, contribuições, sugestões, críticas.



 

Quem foi Maria Firmina dos Reis, maranhense, considerada a primeira romancista brasileira

Até hoje seu rosto verdadeiro é desconhecido; em uma gravura de época, aparece com o rosto de uma mulher branca (Arte: Revista Cult)

Helô D'Angelo

(REVISTA CULT - CLIQUE AQUI)

São Luís, 11 de agosto de 1860. Logo nas primeiras páginas do jornal A Moderação, anunciava-se o lançamento do romance Úrsula, “original brasileiro”. O anúncio poderia passar despercebido, mas algo chamava atenção em suas últimas linhas: a autoria feminina da “exma. Sra. D. Maria Firmina dos Reis, professora pública em Guimarães”. Foi assim, por meio de uma simples nota, que a cidade de São Luís conheceu Maria Firmina dos Reis – considerada a primeira escritora brasileira, pioneira na crítica antiescravista da nossa literatura.

Negra, filha de mãe branca e pai negro, registrada sob o nome de um pai ilegítimo e nascida na Ilha de São Luis, no Maranhão, Maria Firmina dos Reis (1822 – 1917) fez de seu primeiro romance, Úrsula (1859), algo até então impensável: um instrumento de crítica à escravidão por meio da humanização de personagens escravizados.

“Em sua literatura, os escravos são nobres e generosos. Estão em pé de igualdade com os brancos e, quando a autora dá voz a eles, deixa que eles mesmos contem suas tragédias. O que já é um salto imenso em relação a outros textos abolicionistas”, conta a professora Régia Agostinho da Silva, professora da Universidade Federal do Maranhão e autora do artigo “A mente, essa ninguém pode escravizar: Maria Firmina dos Reis e a escrita feita por mulheres no Maranhão”.



Além de ter se lançado em um gênero literário sem precedentes no Brasil – e dado as diretrizes para os romances abolicionistas que apareceriam apenas décadas depois -, Firmina foi a primeira mulher a ser aprovada em um concurso público no Maranhão para o cargo de professora de primário. Com o próprio salário, sustentava-se sozinha em uma época em que isso era incomum e até mal visto para mulheres. Oito anos antes da Lei Áurea, criou a primeira escola mista para meninos e meninas – que não chegou a durar três anos, tamanho escândalo que causou na cidade de Maçaricó, em Guimarães, onde foi aberta.

“A autora era bem conhecida para os maranhenses do seu tempo. Professora, gozava de certa circularidade nos jornais. Apesar de mulher, não era um pária social no período no qual viveu, mas claro que enfrentou o silenciamento da sua obra”, conta Silva.

Esquecida por décadas, sua obra só foi recuperada em 1962 pelo historiador paraibano Horácio de Almeida em um sebo no Rio de Janeiro – e, hoje, até seu rosto verdadeiro é desconhecido: nos registros oficiais da Câmara dos Vereadores de Guimarães está uma gravura com a face de uma mulher branca, retrato inspirado na imagem de uma escritora gaúcha, com quem Firmina foi confundida na época. O busto da escritora no Museu Histórico do Maranhão também a retrata “embranquecida”, de nariz fino e cabelos lisos.

O contato de Firmina com a literatura começou cedo, em 1830, quando mudou-se para a casa de uma tia um pouco mais rica, na vila de São José de Guimarães. Aos poucos, a jovem travou contato com referências culturais e com outros de seus parentes ligados ao meio cultural, como Sotero dos Reis, um popular gramático da época. Foi daí, e do autodidatismo, que veio o gosto pelas letras.

Quando se tornou professora, em 1847, Firmina já tinha uma postura antiescravista bem desenvolvida e articulada. Ao ser aprovada no concurso para professora, recusou-se a andar em um palanque desfilando pela cidade de São Luís nas costas de escravos. “Na ocasião, Firmina teria afirmado que escravos não eram bichos para levar pessoas montadas neles”, afirma Silva.

Mas era praticamente impossível para uma mulher expor sua opinião contra a escravidão – ainda mais uma mulher negra. Foi a estabilidade e o respeito alcançados como professora que abriram espaço para Firmina lançar seu primeiro livro, o romance Úrsula, no qual enfim publicaria seu ponto de vista sobre o tema.

Diferente dos escritos de mulheres da época, o romance não era “de perfumaria”, nem algo sem profundidade. Ao contrário: foi o primeiro livro brasileiro a se posicionar contra a escravidão e a partir do ponto de vista dos escravizados – antes até de Navio negreiro, de Castro Alves (1880), e de A Escrava Isaura (1875), de Bernardo Guimarães.

Em Úrsula, Firmina faz questão de mostrar a crueldade de Fernando, senhor de escravos e vilão da história. Mas a pérola do livro é a personagem Suzana, uma mulher escravizada que, frequentemente, recorda-se de sua época de liberdade. “É horrível lembrar que criaturas humanas tratem a seus semelhantes assim e que não lhes doa a consciência de levá-los à sepultura asfixiados e famintos”, escreve, em determinado momento. Para Silva, a forma é bastante característica de Firmina: “O escravo firminiano é, antes de tudo, aquele que fala da África, que só reconhece a verdadeira liberdade, no tempo em que vivia naquela África saudosa e nostálgica”.

Anos depois, quando já se firmara como escritora e professora – e quando o movimento abolicionista já estava mais difundido no Brasil -, a autora publicaria um conto ainda mais crítico, A escrava (1887), que conta a história de uma mulher de classe alta sem nome que tenta, sem sucesso, salvar uma mulher escravizada.

A crítica à escravidão chega a

ser literal: em uma passagem,

a protagonista diz que o regime

“é e sempre será um grande mal”.

“Os tempos eram outros. Em 1887, a escravidão era questionada no país inteiro. Em 1859, Maria Firmina dos Reis teve que usar um tom mais brando em seu romance, pois queria conquistar os leitores para a causa antiescravista. Leitores que, na sua imensa maioria, eram da elite e provavelmente tinham escravos”, afirma a pesquisadora.

Com o passar dos anos, tendo apenas um livro publicado, o nome de Firmina desapareceu. Para Silva, a insistência da autora em denunciar e criticar a escravidão pode ter sido a causa do obscurantismo. “O assunto de que tratava era insalubre demais, uma fala antiescravista em uma das províncias mais escravistas do Brasil. Não a levaram a sério localmente, não queriam ouvi-la falando. E ela não teve como levar seu texto para outros lugares.”

Pouco se sabe sobre outros possíveis textos de Firmina, sobre os detalhes de sua vida ou sobre como uma mulher negra de origem pobre alcançou tanto sucesso em pleno regime escravocrata. A própria biografia de Firmina, escrita por José Nascimento Morais Filho em 1975, tem como título Maria Firmina: fragmentos de uma vida.

“Autores como Lima Barreto e Machado de Assis [hoje reconhecidos como não-brancos] já têm uma fortuna crítica imensa, e por isso também sabemos muito mais sobre eles”, afirma Silva. “A de Maria Firmina dos Reis ainda está sendo construída. E acho que, em algum tempo, saberemos bem mais sobre a autora.”


IMPERATRIZ: Ex-presidente da Câmara Municipal busca o sétimo mandato

José Carlos disputa uma vaga no legislativo municipal pelo PSDB Seis mandatos, quase quatro décadas de vida pública, três vezes eleito segui...