Roseana quer Madeira e Ildon juntos

Politicamente, a viagem da governadora Roseana Sarney semana passada à região tocantina foi um "espalha peças" no quebra-cabeças que o prefeito Sebastião Madeira tenta montar para 2014, e sua sucessão, em 2016.

A aproximação que a governadora intermediou entre o ex-prefeito Ildon Marques e Madeira deixou este último sem trunfos na manga, no dizer de um assessor do prefeito tucano.

Roseana praticamente obrigou Madeira a ligar pessoalmente para Ildon o convidando a fazer parte da comitiva oficial da governadora em eventos nos municípios visitados. É o que comentam nos bastidores.

A situação pegou o atual prefeito de calças curtas. O deputado Chiquinho Escórcio, candidato de Madeira, não compareceu aos eventos. Durante meses, Chiquinho bateu no peito que era o pai da criança, ou melhor, do veículo adquirido com recursos do Estado para o Corpo de Bombeiros de Imperatriz. Quem faturou, no final, foi o deputado estadual Léo Cunha. No discurso durante entrega do carro dos Bombeiros, Roseana nem citou o nome do protegido de sua família. Só lembrou durante aparte que fez no discurso de Madeira, que elogiou Chiquinho pelo apoio que vem dando à sua administração, principalmente na área de saúde.

A estratégia de Roseana foi manter Chiquinho bem distante, enquanto articulava a aproximação dos dois adversários. Já dizem até que Ildon será o candidato de Madeira a deputado federal.

Por detrás da cortina, Roseana não quer saber de brigas entre aliados, porque sabe que a eleição de seu candidato, Luís Fernando Silva, é missão dificílima.

Madeira não sabe agora como honrar seu compromisso com Chiquinho. Esse é apenas um dos vários obstáculos ao projeto político do prefeito.

Sem candidato dentro de seu grupo para 2016, Madeira nem sonha com a derrocada da pré-candidatura de Luís Fernando. Estremecido nas relação com Lobão, uma candidatura do ministro das Minas e Energia colocaria Madeira na geladeira. Outro que não que nem ouvir falar nisso é o presidente da Câmara de Vereadores, Hamilton Miranda, aliado de Chiquinho e de Luís Fernando, que tenta viabilizar sua candidatura a prefeito.

A visita também foi péssima para Roseana, como comemoram os adversários. Sobrou crianças, levadas em ônibus, e os poucos e mesmos aliados de sempre, mas faltou o povo nas solenidades. Prova de que nem ela, nem seu candidato Luís Fernando, conseguem empolgar o eleitor na região tocantina.

Quem não tem nada a ver com isso, é o ex-prefeito Ildon, que deixou o PMDB e deve ingressar num partido da base aliada da governadora. Por enquanto, conseguiram acalmar o Asa Branca. Até quando?

A Doutora Sorriso

Rosângela concede entrevista ao jornalista Paulo Negrão, em foto de A, Pinheiro
Ela chegou como um furacão. Na manhã da última terça-feira 24 ofuscou a tediosa sessão da Câmara de Vereadores. Logo que entrou no salão principal do prédio da Casa, foi rodeada por funcionários, assessores e eleitores. Distribuiu apertos de mãos, abraços, beijinhos. E disparou a falar nas entrevistas: sobre o governo Madeira, a atuação dos vereadores, a situação da saúde municipal, a dificuldade dos deputados oposicionistas em verem suas emendas para Imperatriz serem contempladas pelo Palácio dos Leões.

Rosângela Curado voltou à cena política nessa semana bem ao seu estilo: agitada, falante, pregadora, e audaciosa.

Não confima nem desmente sua candidatura a deputada federal. Nem se almeja a vaga de vice na chapa de Flávio Dino (PCdoB).

Neste sábado, com a presença do presidente da Embratur, ela e mais cerca de trezentos seguidores ingressam oficialmente nas fileiras do PDT, em evento inserido na programa da Convenção Municipal do PCdoB, na AABB.

Rosângela se vê num dilema político: não tem dinheiro para uma campanha desgastante e imprevísivel de deputada federal. Segundo analistas e interlocutores da ex-candidata a prefeita, o melhor caminho seria coordenar a campanha de Flávio Dino na região, ou ser vice do comunista - neste caso, mesmo com um revés nas urnas não teria tantos arranhões políticos e sedimentaria sua pré-candidatura a prefeita para 2016, o seu Plano A, em cujo desfecho vislumbra uma vitória histórica.

A Doutora Sorriso está de volta. Desta vez, nas fileiras da oposição ao governo Roseana.

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