'O Grito', de Edvard Munch, é leiloado por US$ 119,9 milhões - Diversão e Arte - Correio Braziliense
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CASO DÉCIO SÁ: Jornalistas pedem ao MP intensificação das investigações
A procuradora-geral de Justiça, Maria
de Fátima Rodrigues Travassos Cordeiro, recebeu nesta quarta-feira, 2, um grupo
de profissionais de comunicação do Comitê de Imprensa da Assembleia Legislativa
do Maranhão. Eles vieram solicitar a intensificação do Ministério Público do
Maranhão nas investigações para a elucidação do assassinato do jornalista Décio
Sá.
Representaram o comitê os
comunicadores Douglas Cunha, Caio Hostilo, Álvaro Lins, Márcio Diniz e Cunha
Santos. Na ocasião, a procuradora-geral ressaltou as providências que o
Ministério Público adotou para ajudar na elucidação do crime. “Em menos de 24 horas,
após a morte do jornalista publicamos uma portaria designando o serviço de
inteligência do Ministério Público, formado por um grupo de promotores da área
criminal, para acompanhar e apoiar o trabalho de investigação da policia”, frisou a procuradora-geral.
Fátima Travassos disse ainda que a
polícia local, o Ministério Público e a Polícia Federal estão em sintonia no
trabalho de investigação. No entanto, solicitou um pouco de paciência da
sociedade e, principalmente, da imprensa. Ela enfatizou que as investigações
precisam correr em sigilo, pois a divulgação de informações no momento errado
pode dificultar as investigações deste crime. “Esse crime atingiu a todos nós e
a elucidação dele desafia a todas as instituições democráticas. Queremos evitar
especulações, porque isso atrapalha as investigações”, frisou.
Redação: CCOM-MPMA
Polícia prende 5 suspeitos de assassinato do líder camponês Cabeça
Uma
operação conjunta da Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI), e das
Delegacias Agrária e de Buriticupu culminou na prisão da quadrilha acusada de
ter assassinado o líder comunitário rural Raimundo Alves Borges, conhecido como
Cabeça, no município de Buriticupu, distante 404 quilômetros da capital
maranhense, fato ocorrido no dia 14 de abril. Raimundo era presidente da
Associação Vila Casa Azul.
Na
ação policial foram presos José de Assis, o Zé Trinta; Manoel da Silva
Oliveira, o Manelão; José Ferreira dos Santos, o Zé Peres; Antônio de Sousa
Santos, o Toinho; José de Sousa Ramos Santos, conhecido como Zequinha. Outro
envolvido no crime, identificado como Francisco Teixeira de Oliveira Filho, o
Filho, conseguiu empreender fuga.
Segundo
o delegado de Buriticupu, Carlos Alessandro, o Manelão, é pistoleiro e está
sendo apontado como executor dos disparos que vitimou o líder camponês. Ele
possui passagens por receptação na Polícia Civil, e por porte ilegal de arma
pela Polícia Federal. Já Zé Perez, Toinho e Zequinha são acusados de serem os
mandantes da ação criminosa. Filho teria pilotado a motocicleta no dia do
homicídio.
Para
entender o caso
No
sábado, dia 14 de abril, o presidente da Associação dos Moradores da Vila Casa
Azul, Raimundo Alves Borges, conhecido como Cabeça, foi vítima de uma emboscada
feita por seis homens armados em frente à sua residência, no Povoado Vila Casa
Azul, em Buriticupu. Os homens disparam vários tiros contra o líder.
Conforme
explicou o delegado de Buriticupu, Carlos Alessandro, a motivação do crime foi
em decorrência a uma disputa de terra, na localidade Povoado Terra Bela. O
terreno estava sendo objeto de uma disputa judicial na Comarca de Buriticupu,
entre um homem conhecido como Boa Ventura e Zé Perez. Boa Ventura pediu o apoio
do presidente da Associação, que prontamente aceitou e se prontificou a
ajudá-lo a resolver o problema. Durante
uma assembleia, Raimundo Alves teria deliberado pela expulsão de alguns membros
da associação, dentre os quais uma filha de Zé Peres.
As
investigações tiveram início logo que aconteceu crime, sob o comando dos
delegados Carlos Alessandro de Buriticupu e Rubem Sérgio, da Delegacia Agrária.
Várias diligências foram feitas, a fim de elucidar o caso, inclusive com a
identificação de autoria, mandantes e motivação do crime.
A
operação foi deflagrada na madrugada desta quarta-feira (2). Policiais Civis
sob o comando dos delegados, que já vinham monitorando o paradeiro da
quadrilha, prenderam no Povoado Vila Casa Azul e na sede do município de
Buriticupu, em um cumprimento de mandado de prisão temporária expedido pela
Comarca de Buriticupu.
A polícia
ainda está trabalhando para conseguir prender Francisco Teixeira. Os envolvidos
serão transferidos para São Luís, e apresentados, nesta quinta-feira, (3),
durante entrevista coletiva no Auditório da Secretaria de Estado de Segurança
Pública (SSP).
Fonte: SSP
Tribunal anula processo contra juiz
O plenário do
Tribunal de Justiça do Maranhão decidiu, por maioria de votos, nesta
quarta-feira (2), pela nulidade de processo administrativo disciplinar contra o
juiz Fernando Barbosa de Oliveira Júnior, anteriormente aposentado
compulsoriamente pelo TJMA. O juiz foi representado por suposta denunciação
caluniosa contra dois funcionários do Ibama que trabalham no Parque Nacional
dos Lençóis Maranhenses.
Prevaleceu o
entendimento do relator, desembargador José Luiz Almeida, que votou pela
anulação, por considerar que a abertura do processo se deu por decisão de
apenas nove membros do Pleno, quando o número exigido seria de 13
desembargadores. Anulado o processo, a Corregedoria Geral de Justiça deverá
apresentar nova proposta de instauração do procedimento, a ser novamente
apreciado pelo plenário do TJMA.
O juiz aposentado
havia dado entrada em representação por suposto crime de abuso de autoridade
contra Juliana Fukuda e Edson Sousa Santos, funcionários do Ibama, alegando que
eles teriam articulada a retirada de cercas irregulares no entorno do Parque
dos Lençóis Maranhenses. A ação apontou como irregular a cerca de uma casa
pertencente ao então juiz na praia do povoado de Atins, área pertencente à
União, no município de Barreirinhas.
A Polícia Federal abriu
inquérito para apurar o caso, a Procuradoria da República instaurou
procedimento administrativo e o juiz federal substituto Neian Milhomem Cruz
determinou o arquivamento dos autos por ausência de justa causa, encaminhando
cópia integral para a Corregedoria Geral de Justiça adotar providências, diante
da existência de indícios do crime de denunciação caluniosa por parte juiz
aposentado.
O parecer da
Procuradoria Geral de Justiça foi pelo arquivamento do processo, por perda do
objeto, já que o juiz já havia sido aposentado compulsoriamente. O relator
disse que o processo que aposentou o juiz está sub-júdice, podendo ser anulado.
José Luiz Almeida, entretanto, entendeu que a instauração do processo se deu
por número de desembargadores inferior ao exigido, motivo pelo qual votou pela
anulação.
Texto: Paulo
Lafene/Assessoria de Comunicação do TJMA
OAB acompanha investigações sobre assassinato da índia Maria Amélia, cacique guajajara de aldeia em Grajaú
A Comissão de
Direitos Humanos da OAB/MA está acompanhando os desdobramentos do assassinato
da indígena Maria Amélia Guajajara, 52 anos, cacique da aldeia Coquinho II,
morta no último sábado (28/04) com dois tiros na face, no município de Grajaú,
por dois homens em uma moto. O homicídio tem características de crime de
pistolagem.
De acordo com o
presidente da Comissão, Antônio Pedrosa, Maria Amélia Guajajara teria sido
executada na frente de familiares. “Segundo a polícia, o crime foi motivado
pelo fato da vítima ser uma liderança indígena e também por estar denunciando a
ação de madeireiros e de traficantes na aldeia”, informa.
Secretário geral da Comissão
de Direitos Humanos, Diogo Cabral, relata que o assassinato é o segundo
ocorrido, somente este ano, em Grajaú. Em março, foi morto outro indígena,
Francisco Guajajara, que era agente de saúde, e foi morto também em uma
emboscada armada por pistoleiros na região.
A Comissão também
acompanha as investigações do assassinato de Raimundo Alves Borges, o “Cabeça”,
presidente do Assentamento Terra Bela, Buriticupu-MA, executado a tiros por
pistoleiros, no dia 14 de abril deste ano; além de outros crimes como o
cometido contra Flaviano Pinto Neto, líder quilombola, morto no dia 14 de
setembro de 2010.
Fonte:
Assessoria OAB/MA
DAVINÓPOLIS: Unidade prisional será inaugurada este mês
As unidades prisionais de Santa Inês, Rosário, Davinópolis e
Bacabal serão inauguradas oficialmente, este mês, pela Secretaria de Estado de
Justiça e de Administração Penitenciária (Sejap), conforme informou o superintendente
de Controle e Execução Penal do Interior, Afrânio Feitosa. Com isso,
aproximadamente 300 internos que estão cumprindo pena em São Luís, poderão ser
transferidos e pagarem suas penas nos municípios de origem, próximos de
familiares.
O ato contribuirá para a abertura de 316 vagas em todo o sistema
penitenciário do Maranhão. Os números mostram que a penitenciária de Santa Inês
terá capacidade para receber 80 internos, já em Rosário chegará a 56 o número
de vagas. Contudo, os números mostram, ainda, que Bacabal e Davinópolis terão, cada
uma, capacidade para 90 vagas.
Conforme o superintendente de Controle e Execução Penal do Interior,
Afrânio Feitosa, o objetivo é diminuir o problema da superlotação, que é a
nível nacional. “Quanto mais vagas forem abertas, mais teremos lugares para
colocar os internos, acabando assim, pouco a pouco, com a superlotação nos
presídios”, destacou Afrânio.
Ao todo no Maranhão são 11 os estabelecimentos penais no interior.
Além das casas de detenção de Santa Inês, Bacabal, Rosário e Davinópolis. Estão
na lista o Centro de Custódia de Preso de Justiça em Imperatriz (CCPJ de
Imperatriz), a penitenciária de São Luís, o presídio de Caxias, o
estabelecimento penal de Chapadinha, a unidade de Pedreiras, a casa de detenção
de Timon e o estabelecimento penal de Açailândia.
Afrânio informou que o objetivo é fazer com que até o final do ano
todas estas unidades, após terem passado por reformas, ampliações e
construções, possam ser de fato inauguradas. De acordo com o superintendente, a
proposta é oferecer aos internos um local melhor estruturado para que estes
possam cumprir suas penas. “Na Lei de Execuções Penais (LEP) está escrito que
os internos devem pagar seus crimes em locais onde o principio constitucional
da dignidade ao apenado não é ferida. Então a Sejap quer proporcionar isso”,
explicou ele.
O superintendente contou, ainda, que na LEP está escrito que o
detento tem direito de cumprir a pena próximo de familiares. “Além de cumprir a
pena perto de familiares, ele tem que estar próximo do juiz que o sentenciou”,
afirmou Afrânio. Sobre o interno cumprir a sentença próximo do juiz, Feitosa
contou que isso facilita muito a celeridade no processo deste. “Ele pode
acompanhar a tramitação do processo e cobrar do juiz que o sentenciou os
direitos que lhe cabe”, pontuou.
Questionado sobre o porquê destes internos não estarem cumprindo a
pena nas cidades que foram presos e sentenciados, o superintendente contou que
a resposta é simples: “as cidades onde eles foram sentenciados não possuíam
unidades prisionais e por isso eles eram transferidos para São Luís. “Preso
sentenciado não pode ficar em delegacia e, por isso, eles eram transferidos
para os presídios da capital”, ressaltou Afrânio.
Fonte: Sejap
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