ADVOGADO RELATA COMO PRESTOU ASSISTÊNCIA E APOIO A CÉSAR CARNEIRO, PRESO PELA PF EM IMPERATRIZ

O advogado e professor Dimas Salustiano, diretor da Universidade do Sul do Maranhão (Unisulma), publicou na página da instituição na internet relato sobre sua participação, como amigo e profissional do Direito, durante e após a prisão do até então superintendente do Incra/MA pela Polícia Federal no aeroporto de Imperatriz. 

César Carneiro foi preso como suspeito de participar de esquema de corrupção que envolveria, além de servidores do Incra, funcionários do Ibama e da Secretaria de Meio Ambiente do Maranhão.

Leia na íntegra o relato do advogado Dimas Salustiano:

Como deve agir um amigo de fé, irmão, camarada e companheiro de verdade no PT e na vida 

Por uma coincidência da vida ou os desígnios de Deus, estávamos no mesmo voo eu e César Carneiro - meu destino era Imperatriz e o dele Brasília, que estava inclusive acompanhado de dois quilombolas de Itapecuru. O mandado de prisão foi expedido pelo Juiz Federal da 2a. Vara em São Luís, e na escala em Imperatriz foi cumprido. Tratei de dar apoio desde esse instante, evitando algemas e a condução com a discrição possível para uma hora dessas. 

Em seguida, garanti que ele falasse com sua companheira, providenciei alimentação da Cabana do Sol, roupas de cama e travesseiro, e que fosse autorizado o uso da sua medicação para gripe e febre. 

Na condição de advogado, acompanhei o longo depoimento na cidade Imperatriz/MA, de César Carneiro, meu amigo, militante do PT e Superintendente Estadual do INCRA/MA, que começou por volta de 15h e foi até perto de 21h. Em síntese, o interrogatório versou sobre fatos relacionados a obtenção de créditos de madeira e de autorização para supressão de vegetação no âmbito da SEMA/MA e do IBAMA/MA. 

Diante de um Delegado da Polícia Federal, calmo, experiente e lotado em Brasília, orientei e acompanhei as palavras de um servidor público dedicado, competente, íntegro e honesto. Claro que estava preocupado e apreensivo com a situação, além de surpreso com sua prisão temporária. Apesar disso, foi firme e demonstrou que na realidade foi um estorvo para os esquemas de há muito instalados nestes órgãos e tomou decisões de contenção na pletora de atos administrativos concernentes à obtenção de créditos de madeira e de autorização para supressão de vegetação. 

Sua inocência será provada no curso do processo. Porém, o homem público está aniquilado, o militante político desgastado, o pai de família desmoralizado, o servidor público exonerado do cargo em comissão. Sob todos os aspectos uma tragédia pessoal, funcional e moral. 

Ao fim e ao cabo, quem mora em uma casa alugada no Conjunto Popular Habitacional Turu em São Luís e que tem como carro de uso um Fiat Siena financiado não pode ser ladrão e nem corrupto. 

Atirar pedras é fácil. Apontar o dedo acusatório em riste é fácil. Difícil é a solidariedade firme, o apoio coerente no tempo certo e a ajuda no que for preciso. Acredito na inocência do meu amigo, companheiro e cliente. E tenho dito! 

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