CAPITALISMO ACHARÁ OUTRO HOSPEDEIRO PARA EXPLORAR


A recente crise financeira fragilizou a imagem de império dos Estados Unidos e colocou seus habitantes em vexames típicos de países pobres (como desemprego recorde, endividamento, quebradeira de empresas, redução no consumo). Por outro lado, países emergentes como Brasil, Índia e China mostraram fôlego em suas economias, despontando como alternativas para investimentos. A recessão na América também coincidiu com um forte sentimento antiamericano devido principalmente ao clima de "caça às bruxas" por causa do terrorismo e da guerra no Iraque.



Em "Capitalismo Parasitário", o sociólogo polonês Zygmunt Bauman analisa fatos e comportamentos da atualidade (como a crise financeira, problemas na educação, bulimia, anorexia e medo), traçando um perfil da sociedade contemporânea. Ele contesta avaliações de que o fundo do poço norte-americano represente algum sinal de fim do sistema capitalista.



"A atual contração do crédito não é um sinal do fim do capitalismo, mas apenas da exaustão de mais um pasto. A busca de novas pastagens terá início imediatamente, alimentada, como no passado, pelo Estado capitalista, por meio da mobilização forçada de recursos públicos (usando os impostos, em lugar do poder de sedução do mercado, agora abalado e temporariamente fora de operação). Novas "terras virgens" serão encontradas e novos esforços serão feitos para explorá-las, por bem ou por mal", escreve o autor no livro.

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