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O número de mortos entre as tropas britânicas no Afeganistão atingiu a marca dos 300 depois que um soldado morreu neste mês durante um ataque, informou o ministério da Defesa do Reino Unido nesta segunda-feira. Segurança do país vem a "custo alto", disse o premiê britânico, David Cameron.

O soldado do 40º Comando dos Fuzileiros Reais morreu no hospital New Queen Elizabeth, em Birmingham, neste domingo. Ele tinha sido ferido durante uma explosão no distrito de Sangin, na Província de Helmand, no sul do Afeganistão, no dia 12 de junho.

"Sua coragem e sacrifício não serão esquecidos. Vamos lembrar dele, disse o porta-voz do Exército, o major Renny Bulmer.

O Reino Unido tem 9.500 tropas no Afeganistão, o segundo maior contingente no país, mas ainda pequeno com relação às 100 mil tropas dos Estados Unidos.

Após nove anos na guerra, o crescente número de mortos vem diminuindo o apoio da opinião pública britânica à missão do país na "Guerra ao Terrorismo".

Sacrifícios - O premiê britânico David Cameron disse que os soldados do Reino Unido só deixarão o país quando os afegãos puderem se defender sozinhos, em alusão à ameaça dos militantes do Taleban.

"Estamos pagando um preço alto para manter nosso país seguro, para fazer do mundo um lugar seguro", disse.

O premiê disse ainda que as tropas britânicas estão no Afeganistão porque "os afegãos ainda não estão prontos para manter o próprio país seguro e mater os terroristas e campos de treinamento de terroristas fora de seu país".

Ainda tentando justificar a permanência na missão militar, Cameron indicou que "assim que eles [os afegãos] tiverem condições de manter a segurança de seu próprio país" o Reino Unido poderá terminar as operações militares na região.

A imprensa britânica deu destaque ao assunto, em meio à crescente desaprovação da população em relação à presença das tropas no Afeganistão.

O jornal "The Guardian" citou o premiê britânico defendendo o sacrifício necessário para manter a segurança do Reino Unido.

"É claro, a 300ª morte não é mais nem menos trágica do que as 299 que ocorreram antes. Mas é um momento para o país inteiro refletir sobre o serviço, sacrifício e dedicação que as forças armadas estão dando em nosso nome".

O secretário de Defesa britânico, Liam Fox, reconheceu a reprovação da opinião pública frente às mortes, mas defendeu o envolvimento do Reino Unido.

"Nossas forças armadas são as melhores do mundo, operando diariamente sob as condições mais perigosas e exigentes. Alguns fizeram o sacrifício extremo para garantir o sucesso da missão essencial", disse Fox ao "Guardian".


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