35 ANOS DE ‘OS TAMBORES DE SÃO LUÍS’, DE JOSUÉ MONTELLO


A Casa de Cultura Josué Montello abre às 18h30 desta sexta-feira 3, em sua sede em São Luís, a exposição em comemoração aos 35 anos da obra “Os Tambores de São Luís”, do escritor maranhense Josué Montello. A exposição acontece no auditório da CCJM, à Rua das Hortas, nº 327 – Centro.
“Os Tambores de São Luís” é o negro na sua luta, nas suas revoltas, e na sua redenção. Obra das mais bem trabalhadas, original no seu tema e no seu processo técnico e que representa o ponto culminante da produção do autor, numa narrativa inebriante, na clareza da escrita e na densa atmosfera de suspense e paixão. Embora se passe numa única noite, que compõe uma parábola perfeita entre o seu começo e o seu imprevisto desfecho, o livro abarca todo um largo período de vida brasileira entre 1838 e 1915, com seus clérigos, seus políticos, seus escritores, seus tipos populares. E tudo isso a se desenrolar com o fundo sonoro dos tambores rituais vindo da casa das negras-minas, tocados ao longo da grande noite pela nostalgia, a fé, a revolta e o júbilo dos antigos escravos. Partindo de um episódio imprevisto, o encontro de dois homens mortos, um negro com uma facada nas costas, e um branco assassinado por uma paulada dentro de um bar, numa velha noite de 1915, o autor imaginou cruzar duas linhas narrativas, de modo que ambas se fundissem, numa perfeita harmonia de planos, fluindo à feição do barco que desliza pela superfície do lago, tangido pela aragem matinal. Mais de quatrocentos personagens dão movimento ao romance, numa linha de interesse crescente.

Josué de Sousa Montello nasceu em São Luís, em 21 de agosto de 1917 e faleceu no Rio de Janeiro, 15 de março de 2006. Além de escritor, foi jornalista, professor e teatrólogo. Entre suas obras destacam-se Os Tambores de São Luís, de 1965, a trilogia composta pelas novelas Duas Vezes Perdida, de 1966, e Glorinha, de 1977, e pelos romances Noite sobre Alcântara, de 1984, e Perto da Meia-Noite, de 1985.
Trabalhou como diretor da Biblioteca Nacional e do Serviço Nacional de Teatro, escreveu para a revista Manchete e o Jornal do Brasil, além de trabalhar no governo do presidente Juscelino Kubitschek.
Obras de Josué Montello foram traduzidas para o inglês, francês, espanhol, alemão e sueco.

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