CABO DE GUERRA

PMDB usa eleição municipal para pressionar Dilma

Passou despercebida uma resolução da Executiva Nacional do PMDB na semana passada que acrescenta pitadas de tempero na disputa entre o partido e o PT por espaço no governo Dilma Rousseff.

O partido deliberou que terá candidato a prefeito em todas as cidades com mais de 200 mil eleitores, sem apoiar candidatos do PT no primeiro turno.

É claro que, para quem conhece o modus operandi peemedebista, a resolução é, por ora, apenas uma ameaça.

O objetivo é justamente este: ser um fator a mais de tensão na aliança, numa tentativa de apressar a nomeação dos indicados do partido no segundo escalão da máquina federal.

Com base na "decisão" do comando nacional, as seções estaduais do partido começaram a fazer sua parte no processo de esticar a corda com o PT.

No fim de semana, pipocaram reuniões para discutir candidaturas, algo ainda extemporâneo a um ano e meio do pleito.

"O recado é: mudem o comportamento conosco", traduz um insider das hostes peemedebistas.

Os desentendimentos entre os dois principais partidos da base de sustentação de Dilma começam a ficar evidentes para além do duelo das indicações.

A reforma política também será palco de duas visões distintas dentro da mesma aliança.

Tanto é que a maior preocupação do PT na discussão das mudanças é barrar duas das prioridades peemeebistas: o chamado "distritão" nas eleições legislativas e a janela para a mudança de partido.

Escrito por Vera Magalhães às 11h17
BLOG PRESIDENTE40

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