CPI, lixo, conspiração...

Madeira e Luís Fernando: problemas, problemas, problemas...
O espírito natalino ainda não repousou no remanso do prefeito Sebastião Madeira, que enfrenta seu inferno astral por sua própria imperícia em conduzir seu governo com pulso firme e discernimento de saber o que é bom ou ruim politicamente para sua administração.
1 - Sem atentar para o desastre que seria para seu grupo político - a governadora Roseana, seu pré-candidato a governador, Luís Fernando - às vésperas de um pleito que será disputado a foice e facão, o prefeito cruzou os braços por pressão e conveniência e deixou que o Palácio dos Leões operasse para abortar a CPI da Caema na Câmara de Vereadores, dando assim munição à oposição e enfurecendo a população. As negociações, segundo informações vazadas de fonte da Prefeitura, incluíram lances de repugnância que culminaram na retirada de assinaturas de vereadores pró-madeirista e o pedido de arquivamento com amplo apoio de sua base aliada. Um tiro no pé.
2- Toda vez que enfrenta um problema, o prefeito corre para São Luís, para abrigar-se sob o poderoso guarda-chuva dos Leões. No início da semana, esteve pedindo socorro à governadora na querela que enfrenta na Justiça por causa do serviço de coleta do lixo, até hoje sem processo licitatório desde a saída da empresa que prestava esse serviço. Aliás, seria bom que a oposição na Câmara solicitasse informações sobre quem está recolhendo o lixo e o quê está sendo pago por isso.
3 - Sob seu inteiro conhecimento, o prefeito assiste a conspiração armada por setor de seu governo e parte do PMDB para desconstruir a imagem do secretário de Meio Ambiente, Cleto Vasconcelos, vítima de uma campanha mentirosa em cujo corpo estão embrenhados interesses políticos e pessoais daqueles que querem assumir a pasta para transformá-la sabe-se lá em quê. O secretário é um homem honesto, trabalhador, valente, que em alguns casos colocou a própria vida em risco para enfrentar problemas e esquemas poderosos que transformaram a cidade em loteamento de interesses próprios e econômicos, desde gente comum que não respeita o espaço público, a gigantes dos ramos imobiliário e da construção civil. Madeira terá que tomar uma decisão, e provavelmente será pela exoneração - daí terá que explicar e provar porque tomou tal decisão.
Novembro começou e vai terminar quente. Até o final da semana novos desdobramentos deste e dos outros dois casos acima.

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