NOTA PÚBLICA explica como foi exumação de João Goulart



 

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) e a Comissão Nacional da Verdade (CNV) informam que a exumação dos restos mortais do ex-presidente João Marques Belchior Goulart foi concluída com êxito, no início da quinta-feira (14), no Cemitério Jardim da Paz, na cidade de São Borja (RS).

Os trabalhos, que duraram aproximadamente 18h30min, envolveram 12 profissionais. Entre eles: os peritos brasileiros do Instituto Nacional de Criminalística, do Departamento da Polícia Federal (INC/DPF) – Amaury Alan Martins de Souza Junior, Gabriele Hampel, Jeferson Evangelista Correa e Alexandre Raphael Deitos – que coordenaram o processo técnico-científico; de outros países atuaram o cubano Jorge Caridad Gonzales Perez, indicado pela família, o uruguaio José Lopez Mazz e as argentinas Patrícia Bernardi e Mariana Selva. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) atuou como observador internacional, representado por Udo Krenzer e Felipe Donoso. Os observadores nacionais foram Abder Rahim Jbara El Jundi e Lenine de Carvalho, em nome do Ministério Público Federal (MPF). Destacamos a atuação do médico João Marcelo Goulart, neto do ex-presidente, que teve participação efetiva em todo o procedimento.

A etapa pericial consistiu na inspeção ocular do mausoléu, coleta de amostras de gases no interior da sepultura objeto da pesquisa e na exumação dos restos mortais para sua posterior análise forense nos laboratórios da Polícia Federal, em Brasília, que será responsável pela coleta das amostras para todos os exames. As atividades começaram às 7h15min, com a preparação pericial da área delimitada. Às 9h45min, foi iniciada a primeira etapa, com o intuito da coleta de 12 amostras de gases em pontos distintos do jazigo. Informamos que a coleta de gases no interior da sepultura foi iniciada às 17 horas, de quarta-feira (13), e finalizada às 18h20min. Dez minutos depois começou o procedimento de abertura da sepultura. Às 1h45min foi finalizada a exumação dos restos mortais e seu acondicionamento para transporte, sempre respeitando a cadeia de custódia dos elementos extraídos.

Agradecemos a confiança que a família depositou no governo brasileiro para articulação e realização da exumação. Também estendemos nosso reconhecimento a todos os profissionais envolvidos nesse minucioso procedimento, que seguiu rigidamente os protocolos internacionais, com o objetivo de oferecer segurança na busca das reais circunstâncias que levaram o ex-presidente ao falecimento em 6 de dezembro de 1976.



Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República

Comissão Nacional da Verdade

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