Crack: a nova epidemia

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou, neste domingo (13), que a dependência do crack é uma nova epidemia no país.

Ao discursar para a juventude do PT --reunida em seu segundo encontro, em Brasília--, Padilha disse ainda que os usuários da droga não devem ser tratados como bandidos.

No discurso, Padilha disse que o país vive duas novas epidemias que atingem a juventude. Uma é de acidentes de trânsito. "Uma outra epidemia", disse ele, "É a epidemia do crack."

"Não podemos amenizar o tema. Quem já foi na cracolândia sabe que esse é um mercado novo de drogas, uma droga barata, desestruturadora de famílias, que interrompe projetos individuais", acrescentou o ministro, que até o mês passado rechaçava a classificação do problema como epidêmico.

Ele pregou ainda a reorganização das políticas públicas --tanto de saúde como de educação e segurança-- para tratamento de dependentes.

"Não podemos fazer uma abordagem moral desse tema", afirmou ele.

Segundo ele, o SIS (Sistema Único de Saúde) e programas sociais devem ser estruturados para o combate ao crack.

"E sempre tratando o usuário como usuário, não como o bandido. Não como criminoso. Abrindo a porta para acolhê-lo. A juventude do PT precisa dizer que é contra as políticas de recolhimento compulsório que, às vezes, são feitas nas ruas do nosso país, por policiais, não por profissionais de saúde", conclamou o ministro, alertando petistas para o risco de forças "conservadoras" assumirem essa bandeira.

CATIA SEABRA
BRASÍLIA
Folha.com

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