Pai Santana, amuleto dos vascaínos


Eduardo Santana era uma figura mística no futebol. Nascido em Andrelândia (MG), trabalhou como massagista por quase 40 anos em vários clubes do país, mas virou ídolo dos torcedores vascaínos a partir dos anos 1970.

Pai Santana, como era chamado em São Januário, gostava de dizer que seus "poderes no além" ajudavam os cariocas a conquistar títulos, como o Brasileirão de 1974.

Na época, o massagista decidiu jogar três ovos no gramado do Mineirão antes da partida contra o Cruzeiro pelo quadrangular final da competição. O vascaíno Pérez torceu o pé, segundo Santana, após escorregar num deles.

Por causa da contusão, o jogador foi substituído por Ademir, que marcou um dos gols do título do Vasco na vitória por 2 a 1, no Maracanã.

Pai Santana dizia que com os seus "trabalhos espirituais" já tinha tirado Pelé e Zico do caminho dos seus times. Além do Vasco, trabalhou no Botafogo, no Fluminense, no Bahia e na seleção.

Santana era reverenciado no Vasco. Nos jogos, entrava em campo antes dos jogadores, colocava a bandeira no gramado e a beijava para delírio dos torcedores.

Além de guia espiritual e massagista, o ex-campeão carioca e brasileiro de boxe na categoria meio-médio ligeiro foi até treinador do Vasco --por um jogo. "Mas nunca mais quis ser treinador. Não gostei", dizia ele, que sofreu um AVE (acidente vascular encefálico) em 2006, quando deixou o clube.

Passou a sofrer de problemas na fala e se locomovia em cadeira de rodas. Ontem, Pai Santana morreu aos 77, de insuficiência respiratória decorrente de uma pneumonia.

Da Folha.com

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