PPL passa sem histerismo da "grande imprensa"

Como não dá ibope à “grande imprensa”, a criação do Partido Pátria Livre (PPL), autorizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), passou em branco nas páginas principais dos impressos e da mídia digital, toda ela contaminada por “gente honesta”, “vítima das injustiças” (claro, até ver uma boquinha nos cabides de empregos dos governos).

Mas o blogueiro Fernando Rodrigues, do UOL Notícias, tentando passar o pano, querendo fazer um remendo, registrou, para que os colegas anti-PSD e anti-democracia, lembrem-se dos bancos das faculdades.

 Eis a nota:

“O Tribunal Superior Eleitoral acaba de autorizar nesta 3ª feira (4.out.2011) a criação do 29º partido político brasileiro, o PPL (Partido Pátria Livre). Na semana anterior, a Justiça Eleitoral já havia dado sinal verde para o PSD.

O PPL nasceu de um grupo político ligado ao jornal “Hora do Povo”, por sua vez relacionado ao antigo MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), grupo de esquerda que atuou no país contra a ditadura militar (1964-1985).

Já na democracia, o MR-8 praticou entrismo no PMDB e por muitos anos foi ligado ao ex-governador de São Paulo Orestes Quércia (1938-2010).

No seu programa, lançado em 21 de abril de 2009, o PPL defende teses nacionalistas e faz homenagem ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em vários trechos. Por exemplo, afirma que “ao assumir em 2003, Lula cuidou da Petrobras com carinho” e que o “governo Lula trouxe novas perspectivas à educação e ao desenvolvimento da pesquisa científica e tecnológica”.

Já os ex-presidentes Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso são criticados pelo PPL em seu programa: “O processo de privatização iniciado no governo Collor, comparado com o que ocorreu nos dois governos de FHC, iria se revelar uma gota d’água no oceano. A orgia entreguista só poupou aquilo que a mobilização popular conseguiu impedir que fosse liquidado a preço de banana”.

O PPL aparentemente nasce sem deputados, senadores ou governadores filiados.

PS: O parágrafo acima da nota reflete o desinteresse da “grande mídia” pelo partido
 

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