IMPERATRIZ: Comitê Popular da Luta pela Água terá representantes do Ministério Público

Reunião ontem na Câmara que definiu a criação e estrutura do Comitê
Promotor Joaquim Júnior (1º à esq.), defensor público Fábio Carvalho (de óculos) e promotor Sandro Bíscaro 

Representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública do Estado, de bairros, de entidades da sociedade civil e os vereadores Carlos Hermes (PCdoB) e Aurélio do PT, reunidos na noite de ontem (quinta, 4) na Câmara Municipal, deliberaram pela criação do Comitê Popular da Luta pela Água.

Foi a segunda reunião deliberativa para a fundação do Comitê. Estiveram presentes, além dos dois vereadores oposicionistas, os promotores Joaquim Júnior e Sandro Bíscaro, o defensor público Fábio Carvalho, o diretor do campus da Uema, Expedito Barroso, e representantes de sindicatos e de cerca de uma dezena de bairros.

A ineficiência e a incompetência da Caema, a constante falta de água nos bairros, a cobrança indevida de contas de consumidores que não recebem o serviço regularmente em suas casas, além do pagamento do serviço de esgoto em comunidades onde não há esse serviço disponível, foram alguns dos temas debatidos na reunião.

O Comitê Popular vai realizar uma série de ações políticas e judiciais para defender, garantir e promover os direitos dos consumidores a um serviço de abastecimento de água de qualidade.

Audiências

A primeira reunião oficial do Comitê está marcada para a próxima terça-feira, 9, às 15h, na sede das promotorias públicas do Ministério Público. A pauta principal é programar o planejamento das ações jurídicas.
A primeira audiência nos bairros está marcada para a próxima quinta, 11, no Parque Alvorada I. Audiências se seguirão na Vila Chico do Rádio, Parque Alvorada II, Vilinha, Parque Anhanguera, Parque Santa Lúcia, Vila Fiquene, Parque Amazonas, Vila Palmares, Vila Vitória, região da Vila Macedo, e em outros bairros que serão definidos conforme a demanda de reivindicações de suas comunidades.

Ao final das audiências, serão colhidos depoimentos e recolhidos cópias de documentos de consumidores e de contas pagas de residências onde há falta de água e listados casos de consumidores lesados pela Caema. Os dados servirão para compor o corpo de ações civis coletivas de cada bairro contra a empresa. Para isso, também, cada morador vai preencher uma ficha elaborada pelo Ministério Público.

O Comitê vai oficiar à Ufma solicitando a disponibilização de uma equipe do curso de Jornalismo para acompanhar e divulgar as ações do comitê.
   


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